segunda-feira, 15 de maio de 2023

NADA É POR ACASO I

Há momentos na vida que nos fazem pensar se são apenas coincidências, acaso, destino, sincronicidade ou até mesmo milagres. Algumas coisas acontecem de forma tão inusitada que nos deixam com a sensação de que há algo maior nos guiando.

Minha mãe sempre foi uma mulher católica fervorosa e tinha uma devoção profunda a Nossa Senhora, seja ela qual fosse o nome — dos Navegantes, Aparecida, Lourdes, Caravaggio, enfim, todas as suas formas a tocavam de maneira especial. Mas, em determinado momento de sua vida, ela passou por uma crise de fé e se afastou da Igreja. Durante esse período, buscou respostas em outra espiritualidade e acabou se dedicando ao espiritismo, já que possuía uma sensibilidade que alguns até chamariam de mediunidade. Eu nasci nesse meio, e foi a orientadora espiritual dela quem acabou se tornando minha madrinha.

Ela ficou distante da Igreja até eu completar cinco anos e meus irmãos, 14, 15 e 16. Foi um período muito difícil. Minha mãe, que sempre foi nosso apoio, começou a sofrer de graves problemas nervosos, o que a levou a ser internada em uma clínica psiquiátrica. Tudo começou quando ela se trancou em um quarto por dias, rasgando roupas e falando sozinha em uma língua que nem ela mesma entendia. Meu pai, preocupado, pediu ajuda ao irmão gêmeo de minha mãe, e acabou que ela foi internada.

Com todos estudando e trabalhando, meu pai chamou a irmã mais nova de minha mãe para cuidar de nós enquanto ela estava internada. A situação não foi fácil, pois minha tia, uma jovem prostituta que trabalhava no porto da cidade, tinha muitos vícios e não era exatamente uma boa influência para nós. Ela tinha um vocabulário bastante vulgar e, em suas conversas, sempre falava de maneira crua sobre suas "aventuras". Durante esse tempo, meus irmãos começaram a fumar, algo que carregaram por muitos anos.

Naquela época, a medicina tratava pessoas com depressão de forma muito dura, quase desumana. Usavam métodos como eletrochoques, amarras e contenção física, que, infelizmente, causavam danos aos pacientes. Minha mãe sofreu muito lá e, como resultado, perdeu parte de sua mobilidade.

Enquanto ela enfrentava essa situação, nós também estávamos lidando com nossa própria forma de sofrimento. A falta dela em casa e a influência da nossa tia causaram muitos conflitos. Meus irmãos começaram a se rebelar e, como uma "brincadeira", começaram a me agredir. Houve uma vez em que eu, para fugir, me escondi em um velho galpão de madeira nos fundos da casa, onde, por um tempo, fui seguro entre pilhas de caixas e pedaços de metal enferrujado. A situação ficou tensa, e quando meu irmão me encontrou, puxou-me com força. Na queda, acabei ficando preso entre as latas enferrujadas. Embora ele tenha tentado amenizar, o ferimento infeccionou e fiquei semanas com dor.

Com saudades e muito preocupado, comecei a perguntar demais sobre minha mãe. Isso levou meu pai a me levar para visitá-la no hospital. Chegando lá, o ambiente me assustou, parecia um lugar sombrio, com pessoas que pareciam zumbis, com olhares perdidos e falas desconexas. Quando finalmente pude vê-la, senti um medo inexplicável, mas algo na expressão dela mudou assim que percebeu o ferimento na minha cintura. Aquilo foi o gatilho para algo profundo dentro dela: ao ver que seu filho pequeno estava sendo maltratado, ela sentiu a urgência de se recuperar e voltar para casa para cuidar de nós. Ela ficou muito preocupada, e naquele momento, entendeu que sua missão de mãe precisava ser retomada.

Após algum tempo, minha mãe recebeu alta. Ao voltar para casa, algo havia mudado profundamente nela. Ela estava convertida novamente ao catolicismo e contou que, enquanto orava por nós e pela minha cura, teve uma visão de Nossa Senhora. A mensagem era clara: ela deveria se curar e voltar para sua família. A partir daquele momento, ela se entregou de corpo e alma à caridade e ao trabalho na construção de uma igreja no nosso bairro. Junto com outras mulheres, ela se uniu para levantar um pequeno galpão, que serviria como igreja e posto de saúde, para que a comunidade pudesse se reunir para orações e apoio. Com muito esforço e solidariedade, elas conseguiram construir uma capela, onde até hoje são celebradas missas.

Minha mãe também não perdeu sua sensibilidade especial. Sempre dizia que sabia de certas coisas porque um "passarinho azul" lhe contava. Ela previu muitos acontecimentos ao longo da sua vida, mas nunca deixou de cuidar de seus filhos, netos e da comunidade que ela ajudou a formar.

O legado de minha mãe, Dona Maria, foi muito mais do que o trabalho na construção da igreja. Ela nos ensinou o valor da educação, da empatia, da resignação e, acima de tudo, o poder do amor ao próximo.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Noutros tempos

Meu tempo é agora. Chegou a hora de refletir sobre os erros e acertos da minha vida. Foram-se os dias em que praticava ações sem pensar nas consequências. Hoje, eu paro, penso, reflito e medito sobre o que pode resultar das minhas ações. Os meus ídolos não são mais artistas e políticos, mas sim aqueles que praticam o bem, aqueles que escrevem e falam sobre coisas boas para as pessoas e para a natureza, aqueles que dão exemplos de coisas positivas que ficarão marcadas eternamente na memória.


Todas as minhas fases foram maravilhosas, pois subi ao cume e desci a abismos. Dei voltas de 180 e 360 graus ao redor de mim e do que estava fazendo. Amei, sim. Compartilhei sabedoria, aventuras, risos e muitas cervejas com todos que se aproximaram de mim. Convivi com materialistas que tinham tudo o que sempre quiseram, mas ao olhar em seus olhos e ações, nitidamente dava para ver que sempre faltava algo, algo que nenhuma riqueza pode comprar. Convivi com os miseráveis, aqueles que têm fome e sede, mas que tinham em seus olhares a esperança e a vontade de ajudar e serem ajudados.


Aprendo todos os dias que é melhor observar, falar o mínimo necessário, evitar conflitos, dar razão às individualidades sem questionar ou opinar, afinal voltamos sempre a este plano para nos redimirmos daquilo que fizemos ou deixamos de fazer em vidas passadas. Como diz a música: 'cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é'.


Infelizmente, enquanto muitos procuram uma vida mais "good vibes", desapegando-se de conceitos, pessoas e coisas, outros ainda estão na busca incessante do material, agindo de forma egoísta e vil. Quiçá um dia a humanidade tome outra balançada como a pandemia que recentemente amenizou-se entre nós. Quem sabe entendam que é importante recusar, repensar, reduzir, reaproveitar, reciclar, reintegrar e responsabilizar-se pelas coisas que afetam a vida de todos ao redor. Quem sabe um dia deixem de jogar bitucas em qualquer canto, de andar de carro até o boteco da esquina ou de votar somente em um ou outro antagônico qualquer. A vida merece mais amor, respeito, carinho, empatia e muito mais Ubuntu, pois eu sou o que você é, e o que você faz por você e pelos seus. Viva e deixe viver.


@AdilsonDi


Pedi a opinião do ChatGPT sobre meu texto e ele ficou preocupado com as más interpretações que as pessoas poderiam ter, então pedi a ele que reescrevesse-o levando em consideração os pontos apontados por ele, e assim ficou:


"Vivemos em um mundo complexo, onde nossas ações podem ter consequências inesperadas e impactar a vida de outras pessoas e do meio ambiente. Por isso, é importante refletirmos sobre nossas escolhas e comportamentos, e buscar um equilíbrio entre nossas necessidades individuais e o bem comum.


Ao longo da minha vida, aprendi que é fundamental respeitar as individualidades e evitar julgamentos apressados. Por isso, acredito que devemos dar razão às pessoas sem questionar ou opinar, a menos que seja estritamente necessário. Essa postura pode ajudar a construir relações mais saudáveis e harmoniosas, baseadas na empatia e no entendimento mútuo.


Outro aprendizado importante foi sobre a importância do desapego em nossas vidas. Muitas vezes, nos apegamos a bens materiais ou a conceitos que nos impedem de enxergar a vida de forma mais ampla e significativa. O desapego, por sua vez, pode nos libertar dessas amarras e nos permitir buscar valores mais elevados, como a solidariedade, a compaixão e o cuidado com o meio ambiente.


Porém, sei que nem todos compartilham desses valores, e que ainda há muitas pessoas que agem de forma egoísta e vil, buscando apenas acumular riquezas materiais. Infelizmente, a pandemia que enfrentamos recentemente deixou isso ainda mais evidente. Mas, ao mesmo tempo, a crise sanitária também nos mostrou que é possível repensar nossos valores e atitudes, e buscar um mundo mais justo e sustentável.


Por fim, quero deixar uma mensagem de amor e respeito ao próximo. Cada um de nós tem suas dores e delícias, e devemos aprender a respeitar e acolher as diferenças. Acredito que, juntos, podemos construir um mundo mais humano, solidário e empático, onde a vida seja valorizada em todas as suas formas e manifestações."



É! A hora e a vez da tecnologia ta ai, mudando paradigmas e causando cada vez mais transformações e impactos na vida das pessoas. Seja o que Deus quiser.

sexta-feira, 24 de março de 2023

Sobrevivi a pandemia de cabeça erguida

A pandemia que assolou o mundo deixou marcas profundas em muitas pessoas, mas também trouxe à tona o melhor da humanidade em meio ao caos. Eu, assim como muitos, sobrevivi a esse período e quero lembrar dele com gratidão, pelos momentos em que pude ajudar e ser ajudado.


No começo, tudo parecia surreal. O mundo inteiro se fechando, e eu não sabia como reagir. Mas logo percebi que a melhor coisa que eu poderia fazer era agir com empatia e solidariedade. Afinal, todos estávamos no mesmo barco, tentando navegar em meio a um mar de incertezas.

Decidi então fazer o meu melhor para ajudar quem precisasse. Assumi com empenho as atividades da Ouvidoria-Geral do Estado, dando suporte aos colegas e a toda a população que estava com medo e cheia de dúvidas. Atendi centenas de pessoas todos os dias, implantei sistematizações e automações, e ensinei muita gente sobre a importância de ajudar o próximo nesses momentos difíceis. Compartilhei informações úteis sobre cuidados com a saúde, adquiri equipamentos de EPI para os profissionais de saúde e fiz companhia para aqueles que estavam isolados e se sentindo sozinhos.

Claro que também senti medo, e muitas vezes me perguntei se estava fazendo a coisa certa. Mas a certeza de que estava contribuindo para tornar o mundo um lugar melhor me deu forças para continuar.

E não estava sozinho nessa. Vi muitas outras pessoas fazendo a diferença, seja na linha de frente da saúde, seja oferecendo suporte emocional a amigos e familiares. Foi inspirador ver tanta união e empatia em tempos tão difíceis.

Hoje, olhando para trás, sinto orgulho de ter sobrevivido à pandemia e de ter feito a minha parte para tornar esse período um pouco menos difícil para quem estava ao meu redor. Espero que, quando a pandemia finalmente passar, possamos lembrar dessa época não apenas como um momento de medo e sofrimento, mas também como um tempo em que a humanidade mostrou a sua melhor face.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Aqui jaz

Aqui jaz homens e mulheres, brancos e negros, pobres e ricos, amigos, colegas, pais, avós e parentes. 

Aqui jaz eleitores de esquerda, direita e de centro. Políticos, juízes, caminhoneiros, pessoas de bem e do mal repousam eternamente lado a lado.

Aqui, paixões, medos, convicções, amores, ideais, lutas, dores, opiniões, ideias, jazem em paz.

Aqui descompõem-se toda vaidade, toda alimentação saudável, toda mágoa, o que se fez e o que se deixou de fazer.

Aqui dorme o pecado, as injustiças, o perdão. 

Aqui só resta orar ao efêmero, ao imaterial, ao surreal, e ter esperança que outras vidas possam ser melhores, e que se possa fazer melhor do que se fez, ao invés de ter feito aqui e agora, neste momento, neste presente.

Cada um que aqui jaz, veio vestido com sua melhor roupa, pra que os vermes comemorem sua chegada com a mesma gana e veemência com que consumimos mais que precisavamos, que desmatamos mais que o necessário, que construímos mais que podemos usar.

Em fim, aqui não tem bate boca, bandeiras vermelhas ou amarelas, e o resultado é que todos deixarão de ter opinião.

Que todos descansem em paz enquanto podem, pois depois, não poderão mais.

Aqui jaz meu texto e inspiração. Partiu seguir em frente porque prefiro aproveitar as amizades que ter razão.

Viva e deixe viver.

Saudade de vocês.


Adilson Di - @AdilsonDi

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Paixões exacerbadas e a democracia

Enquanto a política for egoísta e o povo for "obrigado" a eleger apenas um representante, sempre haverá contentes e descontentes.

Acredito que é necessário repensar o sistema presidencialista, que provoca tanto antagonismo. É incompreensível ver os vencedores sendo inviabilizados pelos derrotados, impedidos de colocar em prática o desenvolvimento humano e econômico tão necessários para todos nós.

É inadmissível que o interesse de um grupo seja maior do que os interesses gerais da nação. O pior de tudo é saber que a imensa maioria que vota em um polo já foi eleitora ferrenha de outro. Muitos daqueles que pregam a moral e os bons costumes já deram calotes, infringiram leis de trânsito e são infiéis em suas relações.

É vergonhoso ver atos de xenofobia, racismo e todo tipo de intolerância praticados por aqueles que se consideram "gente do bem". Esses preconceitos precisam ser combatidos e erradicados do seio de nossa sociedade. Tenho vergonha quando um amigo profere palavras contra povos, raças, religiões e outros grupos diferentes do “status quo” de suas bolhas.

Aqueles que acompanham a política internacional têm observado os problemas com os primeiros-ministros ingleses, que trocaram três nos últimos dois meses. No Reino Unido, o povo não se estressa para eleger os dirigentes máximos de seu país, pois essa função cabe ao parlamento. Boris Johnson e seus sucessores caíram pela pressão popular, que apenas cobrou providências e não precisou gastar bilhões com eleições e fundos eleitorais. Quem sabe o parlamentarismo não seja uma solução a ser copiada e melhorada?

Meus amigos, se vocês de fato são pessoas do bem, peço que pratiquem o bem, assim como peço para que se dispam de seus preconceitos e pratiquem o respeito, a empatia e o amor.

Boa semana a todos!

Adilson Di - @AdilsonDi

domingo, 30 de outubro de 2022

Sentimento resultado eleições 2022

A evolução transformou os seres humanos em competidores, onde sempre haverá um vencedor e um perdedor. Hoje, o povo brasileiro decidiu reconduzir Lula à Presidência da República, com uma diferença apertada de 1,76% dos votos (2.049.499).

Sinceramente, nenhuma das propostas antagônicas me agradava, e, infelizmente, parece que demorará para surgir algo que realmente me convença. A democracia representativa, por sua natureza, sempre exigirá a escolha de “um” único decisor. Churchill teria dito que "a democracia é a pior forma de governo, à exceção de todas as demais". Em 2011, realizamos protestos por todo o Brasil para apresentar a ideia da “democracia experimental” – ou demoex (Suécia) – mas essa proposta não prosperou. O “status quo” do atual sistema democrático (capitalista ou socialista) abafou qualquer possibilidade de candidaturas livres ou opções semelhantes.

Que o lado vitorioso cumpra suas promessas e compromissos. Que a oposição continue sendo crítica, mas, acima de tudo, que ambos os lados trabalhem juntos pelo bem da nação.

Aqui no Rio Grande do Sul, venceu a proposta que mais me agradava, até porque tive a honra de contribuir para ela. Trabalhei durante mais de três anos no desenvolvimento e ampliação de diversas ferramentas para garantir os direitos dos cidadãos, como a Ouvidoria-Geral do Estado. Conseguimos concluir quase todas as metas estabelecidas, mas ainda há muito a ser feito. Tenho plena confiança de que quem assumir a responsabilidade continuará esse trabalho.

Parabéns aos vencedores e àqueles que não alcançaram a plenitude de seus sonhos e objetivos. Assim é a vida, com altos e baixos. O atual sistema continuará a gerar um lado vencedor e um lado perdedor.

Que Deus abençoe nosso país, e que um dia possamos encontrar alternativas para que não precisemos mais lutar pelo que devemos construir juntos.

Boa semana a todos.

Adilson Di - @AdilsonDi

domingo, 7 de novembro de 2021

Pra que?

Pra quê fazer postagens e comentários em redes sociais, onde está cheio de crimes hediondos, fofocas, mentiras e relacionamentos desequilibrados?

Certa vez, uma pessoa me perguntou por que eu perdia tempo comentando em postagens que me causavam desconforto. Respondi que não conseguia me calar diante de injustiças motivadas pela ignorância alheia. Ela, então, ponderou que não entendia o motivo pelo qual algumas pessoas buscam situações que apenas geram estresse e ansiedade.

Naquele momento, não compreendi totalmente, mas com o tempo passei a observar melhor o meu próprio comportamento e o dos outros. Aos poucos, fui percebendo que, muitas vezes, não faz sentido — e raramente traz algum benefício — fazer comentários sobre postagens alheias que só alimentam um ciclo de negatividade.

Essa reflexão começou a se tornar mais clara sempre que me vi impulsionado a reagir de maneira impulsiva. E, com o tempo, passei a pensar também sobre outras questões, como a tentativa de entender certos crimes, especialmente os hediondos, onde a crueldade parece ser um traço de quem os comete.

Se uma pessoa pode realizar atos terríveis e achar isso normal, ou falar mal de outra sem piedade, por que tentar entender suas ações? No fundo, essas atitudes são uma parte da essência de quem as pratica, e isso não significa que precisamos concordar com elas ou aceitá-las.

A convivência humana é cheia de desafios, principalmente quando há desequilíbrio nas relações. Por exemplo, as mulheres, ao longo dos séculos, têm lutado contra a condição machista imposta a elas. A chamada "dona de casa" é muitas vezes aquela que se dedica incansavelmente para garantir que seu lar seja confortável para si, para os filhos e para o marido. Mas o que realmente motiva essas mulheres a agirem assim? E a maioria responde que é por amor aos seus.

Mas, ora, o amor não deveria ser algo recíproco? Não é o amor uma troca entre as pessoas? Então, por que muitas se sentem obrigadas a se submeter a situações que não reconhecem como justas? Será que, por algum motivo, essa incondicionalidade está tão enraizada nelas que se torna quase parte de seu ser?

Após muitos anos tentando entender os comportamentos dos outros, cheguei à conclusão de que talvez não seja necessário entender todas as pessoas — e, muitas vezes, nem a nós mesmos.

O universo é feito de ações e reações. E, a cada movimento que fazemos, estamos sendo observados por tudo o que nos cerca, especialmente por outras pessoas, que muitas vezes provocam nossas reações, desafiando-nos a responder às suas ações.

Agora, começo a compreender a jornada de Buda, Jesus e outros grandes mestres que passaram por este plano. Eles passavam horas em meditação, buscando esvaziar suas mentes e se libertar do desejo de entender tudo ao seu redor. Ao mesmo tempo, dedicaram suas vidas a compartilhar sabedoria com todos aqueles que cruzaram seus caminhos.

Estou começando a entender que talvez não haja tanto sentido nas ações dos outros quanto imaginamos. E que, muitas vezes, a melhor resposta é o silêncio — que, por vezes, diz mais do que qualquer comentário poderia.