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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

​Natal, um dia triste?

Todos os anos eu esperava ansioso a chegada do Papai Noel. Ficava preocupado com como ele entraria pela chaminé do fogão a lenha de nossa casa. O pensamento era: “Puts, os presentes são pequenos porque não passariam na largura do cano da chaminé”. Mas todo ano ele vinha e deixava algum presente, mesmo que simples, mas ele vinha. Eu estranhava porque os meninos da redondeza ganhavam presentes mais vistosos, talvez porque a chaminé deles fosse mais larga, mas o que era estranho mesmo era que eu fazia de tudo para ser bonzinho e comportado. Inclusive, evitava ao máximo reagir às provocações e agressões que sofri durante muitos anos, pois, se brigasse na rua, eu apanhava em casa.


Meu pai adorava juntar família e amigos, sempre tinha festa, e a alegria durava enquanto os convidados estavam conosco. A parte mais legal era quando saíamos para ver os fogos de artifício sendo estourados nas casas do outro morro, de fronte ao nosso, o cumprimento aos vizinhos, as visitas do senhor parecido com o Preto Velho, que passava em nossa casa fazendo uma espécie de terno de reis com sua gaitinha de oito baixos e, finalmente, quando pude começar a seguir os cortejos do bloco Sem Ritmo, que era formado pelos amigos do meu irmão, que era dez anos mais velho que eu.


Na mais tenra idade, eu adorava ficar olhando para o céu para ver se enxergava o trenó passar, mas ele nunca passou. Eu ficava muito triste porque queria fazer um pedido muito especial para ele: que meus pais não brigassem após a festa e, principalmente, que a violência não recaísse para o meu lado, o que era muito difícil, pois eu dormia num berço no mesmo quarto que eles até meus nove anos. Talvez essa falta de privacidade pudesse ser um dos motivadores.


Meu pai dizia para todo mundo, a vida toda, que me admirava demais por eu sempre guardar segredo, por nunca contar nada para ninguém, principalmente para minha mãe ou irmãos. Lógico, se eu contasse qualquer merda que um ou outro fazia, ia dar problema e o pau ia comer. Como eu detestava violência, ficava na minha e “guardava” tudo comigo. Isso acumulou-se por muitos anos, até começar a explodir na pior forma de rebeldia. Arrumei incontáveis brigas em minha adolescência e juventude, me acidentei de moto várias vezes, coisas das quais me arrependo amargamente hoje em dia. A informação dessas atitudes condenáveis nunca chegou à minha casa, pois eu guardava segredo de tudo. Essas atitudes talvez fossem para me libertar das incontáveis vezes que apanhei em casa, na escola e na rua, ou porque toda semana era colocado de castigo atrás da porta da casa, dentro do roupeiro ou de joelhos no milho. Pois é, sim, fui muitas vezes duramente castigado simplesmente por chorar ou reclamar da violência que acontecia no quarto em que eu dormia quando criança.


Mesmo na mais tenra idade, com cerca de oito ou nove anos, em noites de Natal eu fazia de tudo para não estar em casa. Saía com algum amigo para zanzar pelas ruas do bairro, ia à casa de um ou de outro, exatamente para não presenciar a violência que certamente aconteceria em casa ou na vizinhança. Tinha um vizinho que todo Natal quebrava a casa inteira dele e batia em toda a família.


Eu saía para festas dos terreiros, para as festas da comunidade negra do bairro ou simplesmente ficava por horas no meio do mato que tinha em nosso pátio ou ao redor de nossa casa. Ficava lá, eu, Deus, o silêncio, com o som das festas ao fundo, os bichos, o medo, só esperando a noite passar. Tinha uma árvore do outro lado da rua que era a minha preferida. De lá eu podia ver toda a movimentação da rua e ficava perto de casa, caso precisasse fugir de algum perigo.


Os anos passaram, a violência natalina nunca cessou, mas eu comecei a ter idade suficiente para poder ir a festas e não ficar mais em casa após a meia-noite. Isso perdurou até eu completar dezoito anos, quando meu pai saiu de casa.


Após a saída dele, por incrível que pareça, a casa ficou ainda mais triste, pois não aconteceram mais as grandes festas. Minha mana tentou manter a alegria preparando exaustivamente nossas ceias só para a mãe, ela e eu, mas nunca mais foi a mesma coisa. O mano mais velho já tinha casado e iniciado seus próprios BOs, o do meio estava sempre aprontando alguma coisa, em geral um acidente de moto, e minha mãe era só melancolia, arremetimentos, idas às missas do galo e nenhum motivo para comemorar ou reclamar das merdas de meu pai.


Passei praticamente todos os Natais ao lado de minha mãe. Nos últimos anos era só eu e ela, porque ela detestava ir para as festas natalinas que meus irmãos organizavam na praia, pois meu irmão continuava bebendo e tendo atitudes violentas com os filhos, como sempre ocorrera em nossa casa ao longo da vida. Pois é, talvez ele nem saiba disso, mas ele reproduziu muito as atitudes de nosso pai.


Hoje em dia não acho a menor graça nessa festa comercial. Todos os outros dias do ano são mais leves, até mesmo o Dia de Finados, pois, nesse, eu tenho só boas lembranças daqueles que já partiram.


A modernidade nos trouxe os streamings, com muitos filmes que abordam a mesma situação ao redor do mundo, portanto não estou só nesse sentimento estranho que carrego nessa data. Estou com cinquenta e seis anos e não sei se um dia passará esse gosto amargo que tenho nesse dia triste.


Faço esse relato para que as pessoas atentem-se ao verdadeiro propósito da data, que é o nascimento da luz, da ressignificação e do amor. O maior presente é o carinho, o respeito, a dignidade e todos os sentimentos bons que pudermos compartilhar com outras pessoas, e não meros objetos. Ensinem as crianças sobre isso. Digam, sim, que o Papai Noel não existe e que ele é uma simples alegoria comercial, mas que o que mais importa é a fé, o amor e o renascimento constante de Deus em nossos corações.


Feliz Natal


segunda-feira, 30 de junho de 2025

As Medidas do Sabor


O problema de tomar medidas

é saber qual sabor escolher.

Morango, tempos, distâncias, atitudes?

Alguns são palatáveis, outros bem amargos.


Pensamento que, por si só, já é um poema,

pois inevitavelmente gera reflexão,

tanto na cabeça quanto no coração.

Mas é preciso ir além:

as medidas devem ser comigo ou com alguém?


Temos o relógio, a régua e a decisão,

mas também o liquidificador.

Raciocino com a lógica

ou jogo tudo no triturador?


Às vezes, degustar o resultado de uma centripetada

é bem melhor do que esperar ou me deslocar.

Vamos provar as misturas que a vida nos serve

e deixar que as medidas cumpram seus ciclos

e nos saciem com o que há de melhor por vir.


@AdilsonDi

domingo, 15 de junho de 2025

Fases frias

Tem momentos em que tudo esfria.

A alma, o olhar, as respostas.

Um balde de água fria vindo de onde menos se espera —

da vida, das pessoas, ou de nós mesmos.


A gente espera o sim,

mas vem o não.

Busca um abrigo,

mas encontra portas entreabertas,

cheias de incerteza.


Tomar um gelo não é só silêncio do outro.

É também o eco das nossas próprias dúvidas.

É aquele instante em que o coração se retrai,

e a esperança pede um tempo.


Nem tudo que parece furada era ilusão desde o início.

Às vezes, era só o tempo errado.

Ou o lugar errado.

Ou a gente tentando ser certo demais onde não cabia mais certeza.


Mas o frio ensina.

Dói, mas ensina.

Ensina a reconhecer calor de verdade.

A valorizar o que permanece.

E a não se perder onde não há reciprocidade.


@AdilsonDi


sábado, 7 de junho de 2025

Poeira

Fui, voltei, pra lá e pra cá.

Saí quantas vezes eu quis.

Fiquei por vontade, por desejo,

mesmo que sem sentido.

O que importava era estar,

compartilhar, sentir, vivenciar.


Pela ampulheta escorriam os instantes.

O fim do setênio iria chegar;

alguém precisava decidir:

virar, mudar, sacudir, tentar.


A areia escorreu, e ninguém mexeu.

O fim do ciclo chegou.

Aquilo que parecia infinito findou,

e agora fica ali, na estante, empoeirando.


Cabe a mim levantar do sofá,

sacudir a poeira

e colocar o objeto no baú das memórias,

que escorrerão por entre as frestas do tempo,

até um novo tempo começar.


@AdilsonDi


sexta-feira, 6 de junho de 2025

Eu, consumido.

Levantei a qualquer dia, a qualquer hora,

no frio ou no calor

me entreguei, me superei

Transformei ingredientes em amor.


Sozinho, esperei.

Temperei a espera com esperança.

Enquanto na panela ferviam as expectativas,

no forno abatumava a reciprocidade.


Mesmo separando o melhor pedaço de carne,

a minha própria carne,

sou devorado, sem emoção.


O menir gourmet virou pirão,

coberto de frieza e servidão.


No fim da ceia

quem se oferece por inteiro

vira resto de si mesmo,

e na louça suja acumulada,

ficam as migalhas da indiferença.


@AdilsonDi


segunda-feira, 19 de agosto de 2024

No Sutil Abraço do Amanhecer

Nasce mais um divino dia  

O orvalho imita as lágrimas da mãe noite  

Estou no aguardo do motorista que me tirará daqui para me deixar ali, por aí  

O sol tímido estende seus raios por entre as nuvens, como se fossem mãos querendo me tocar  

No toque sutil, inicio mais esta útil e inspiradora semana  

As flores roxas das azaleias e o rubro flamboyant mostram que, mesmo não sendo primavera, há tempo para tudo  

Neste tempo, em qualquer lugar, estarei a me lembrar  

Que as lembranças amenizem os sentimentos, os sentidos e as sensações  

Neste vai-e-vem, entre um tic-tac e um tum-tum, lá está.

Adilson Di - @AdilsonDi

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Março 2025 - Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento



O mês de maio de 2024 trouxe profundas transformações para todos os gaúchos. As consequências foram sentidas por todos, direta ou indiretamente. As chuvas intensas e inundações afetaram a agricultura, pecuária, logística, indústria, comércio, serviços e políticas públicas. Danos e perdas resultarão em restrições de produtos e aumento de preços. Milhares de gaúchos enfrentarão recomeços, migrações, desemprego e mudanças drásticas em seu estilo de vida. Nossa cultura, história e patrimônio afetivo foram abalados. A recuperação será lenta, mas precisamos de resiliência, empatia, união e paciência. Que nossos irmãos gaúchos encontrem força para superar essa revolução. O futuro é incerto, mas podemos contribuir com atitudes em prol do desenvolvimento sustentável. Neste Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento, instituído pela ONU/UNESCO, busquemos prosperidade, desenvolvimento sustentável e coexistência pacífica1.2 🌎🌱🤝



sábado, 23 de setembro de 2023

Tessitura da Vida: Entre Conspiração e Realização

Há quem se enrede nas teias complexas da teoria da conspiração, enxergando sombras e tramas obscuras em cada esquina. Eu, por outro lado, acredito na teoria da inspiração e transpiração. A vida, em sua essência, não é uma questão de esperar por um milagre celestial que nos brinde com riquezas e sucesso sem esforço. Muitos passam suas existências clamando ao universo por uma única oportunidade, ignorando que essa chance está diante deles, ao alcance de suas mãos, a todo momento. No entanto, é mais cômodo ancorar-se em pensamentos divinos, esperando por intervenções celestiais, do que encarar a realidade e trabalhar incansavelmente para alcançar os objetivos. A verdadeira oportunidade se manifesta na fusão da inspiração que nos move e na transpiração de nosso empenho diário, unindo sonhos ao suor, moldando nosso destino com esforço genuíno e persistência. É nesse equilíbrio entre o sonho e a ação que as verdadeiras portas se abrem, e a vida se revela plena de possibilidades para aqueles que têm a coragem de agir.


Neste intrincado tecido da vida, os fios das crenças são entrelaçados de maneiras diferentes para cada indivíduo. Alguns fios são escuros e emaranhados, presos nas armadilhas das teorias da conspiração, onde sombras e tramas obscuras parecem espreitar a cada esquina. Outros, como eu, tecem fios de inspiração e transpiração em nossa compreensão da vida. Acreditamos que a verdadeira essência da vida não reside em esperar passivamente por um milagre celestial que nos brinde com riqueza e sucesso sem esforço.


Muitos passam suas vidas implorando ao cosmos por uma única oportunidade, sem perceber que essa chance está sempre presente, ao alcance das mãos, a todo momento. No entanto, é muito mais fácil se ancorar em pensamentos divinos, esperando por uma intervenção celestial, do que enfrentar a realidade e trabalhar incansavelmente em direção aos nossos objetivos. A verdadeira oportunidade emerge da fusão da inspiração que nos impulsiona e do suor de nossos esforços diários, unindo sonhos ao trabalho árduo, moldando nosso destino com esforço genuíno e persistência.


É nesse delicado equilíbrio entre sonhos e ações que as verdadeiras portas se abrem, revelando uma vida repleta de possibilidades para aqueles corajosos o suficiente para agir. À medida que navegamos nessa complexa tecelagem, lembremos que, embora as conspirações possam atrair, é no domínio da inspiração e do trabalho árduo que verdadeiramente tecemos o tecido de nossas vidas.


@AdilsonDi

segunda-feira, 15 de maio de 2023

NADA É POR ACASO I

Há momentos na vida que nos fazem pensar se são apenas coincidências, acaso, destino, sincronicidade ou até mesmo milagres. Algumas coisas acontecem de forma tão inusitada que nos deixam com a sensação de que há algo maior nos guiando.

Minha mãe sempre foi uma mulher católica fervorosa e tinha uma devoção profunda a Nossa Senhora, seja ela qual fosse o nome — dos Navegantes, Aparecida, Lourdes, Caravaggio, enfim, todas as suas formas a tocavam de maneira especial. Mas, em determinado momento de sua vida, ela passou por uma crise de fé e se afastou da Igreja. Durante esse período, buscou respostas em outra espiritualidade e acabou se dedicando ao espiritismo, já que possuía uma sensibilidade que alguns até chamariam de mediunidade. Eu nasci nesse meio, e foi a orientadora espiritual dela quem acabou se tornando minha madrinha.

Ela ficou distante da Igreja até eu completar cinco anos e meus irmãos, 14, 15 e 16. Foi um período muito difícil. Minha mãe, que sempre foi nosso apoio, começou a sofrer de graves problemas nervosos, o que a levou a ser internada em uma clínica psiquiátrica. Tudo começou quando ela se trancou em um quarto por dias, rasgando roupas e falando sozinha em uma língua que nem ela mesma entendia. Meu pai, preocupado, pediu ajuda ao irmão gêmeo de minha mãe, e acabou que ela foi internada.

Com todos estudando e trabalhando, meu pai chamou a irmã mais nova de minha mãe para cuidar de nós enquanto ela estava internada. A situação não foi fácil, pois minha tia, uma jovem prostituta que trabalhava no porto da cidade, tinha muitos vícios e não era exatamente uma boa influência para nós. Ela tinha um vocabulário bastante vulgar e, em suas conversas, sempre falava de maneira crua sobre suas "aventuras". Durante esse tempo, meus irmãos começaram a fumar, algo que carregaram por muitos anos.

Naquela época, a medicina tratava pessoas com depressão de forma muito dura, quase desumana. Usavam métodos como eletrochoques, amarras e contenção física, que, infelizmente, causavam danos aos pacientes. Minha mãe sofreu muito lá e, como resultado, perdeu parte de sua mobilidade.

Enquanto ela enfrentava essa situação, nós também estávamos lidando com nossa própria forma de sofrimento. A falta dela em casa e a influência da nossa tia causaram muitos conflitos. Meus irmãos começaram a se rebelar e, como uma "brincadeira", começaram a me agredir. Houve uma vez em que eu, para fugir, me escondi em um velho galpão de madeira nos fundos da casa, onde, por um tempo, fui seguro entre pilhas de caixas e pedaços de metal enferrujado. A situação ficou tensa, e quando meu irmão me encontrou, puxou-me com força. Na queda, acabei ficando preso entre as latas enferrujadas. Embora ele tenha tentado amenizar, o ferimento infeccionou e fiquei semanas com dor.

Com saudades e muito preocupado, comecei a perguntar demais sobre minha mãe. Isso levou meu pai a me levar para visitá-la no hospital. Chegando lá, o ambiente me assustou, parecia um lugar sombrio, com pessoas que pareciam zumbis, com olhares perdidos e falas desconexas. Quando finalmente pude vê-la, senti um medo inexplicável, mas algo na expressão dela mudou assim que percebeu o ferimento na minha cintura. Aquilo foi o gatilho para algo profundo dentro dela: ao ver que seu filho pequeno estava sendo maltratado, ela sentiu a urgência de se recuperar e voltar para casa para cuidar de nós. Ela ficou muito preocupada, e naquele momento, entendeu que sua missão de mãe precisava ser retomada.

Após algum tempo, minha mãe recebeu alta. Ao voltar para casa, algo havia mudado profundamente nela. Ela estava convertida novamente ao catolicismo e contou que, enquanto orava por nós e pela minha cura, teve uma visão de Nossa Senhora. A mensagem era clara: ela deveria se curar e voltar para sua família. A partir daquele momento, ela se entregou de corpo e alma à caridade e ao trabalho na construção de uma igreja no nosso bairro. Junto com outras mulheres, ela se uniu para levantar um pequeno galpão, que serviria como igreja e posto de saúde, para que a comunidade pudesse se reunir para orações e apoio. Com muito esforço e solidariedade, elas conseguiram construir uma capela, onde até hoje são celebradas missas.

Minha mãe também não perdeu sua sensibilidade especial. Sempre dizia que sabia de certas coisas porque um "passarinho azul" lhe contava. Ela previu muitos acontecimentos ao longo da sua vida, mas nunca deixou de cuidar de seus filhos, netos e da comunidade que ela ajudou a formar.

O legado de minha mãe, Dona Maria, foi muito mais do que o trabalho na construção da igreja. Ela nos ensinou o valor da educação, da empatia, da resignação e, acima de tudo, o poder do amor ao próximo.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Noutros tempos

Meu tempo é agora. Chegou a hora de refletir sobre os erros e acertos da minha vida. Foram-se os dias em que praticava ações sem pensar nas consequências. Hoje, eu paro, penso, reflito e medito sobre o que pode resultar das minhas ações. Os meus ídolos não são mais artistas e políticos, mas sim aqueles que praticam o bem, aqueles que escrevem e falam sobre coisas boas para as pessoas e para a natureza, aqueles que dão exemplos de coisas positivas que ficarão marcadas eternamente na memória.


Todas as minhas fases foram maravilhosas, pois subi ao cume e desci a abismos. Dei voltas de 180 e 360 graus ao redor de mim e do que estava fazendo. Amei, sim. Compartilhei sabedoria, aventuras, risos e muitas cervejas com todos que se aproximaram de mim. Convivi com materialistas que tinham tudo o que sempre quiseram, mas ao olhar em seus olhos e ações, nitidamente dava para ver que sempre faltava algo, algo que nenhuma riqueza pode comprar. Convivi com os miseráveis, aqueles que têm fome e sede, mas que tinham em seus olhares a esperança e a vontade de ajudar e serem ajudados.


Aprendo todos os dias que é melhor observar, falar o mínimo necessário, evitar conflitos, dar razão às individualidades sem questionar ou opinar, afinal voltamos sempre a este plano para nos redimirmos daquilo que fizemos ou deixamos de fazer em vidas passadas. Como diz a música: 'cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é'.


Infelizmente, enquanto muitos procuram uma vida mais "good vibes", desapegando-se de conceitos, pessoas e coisas, outros ainda estão na busca incessante do material, agindo de forma egoísta e vil. Quiçá um dia a humanidade tome outra balançada como a pandemia que recentemente amenizou-se entre nós. Quem sabe entendam que é importante recusar, repensar, reduzir, reaproveitar, reciclar, reintegrar e responsabilizar-se pelas coisas que afetam a vida de todos ao redor. Quem sabe um dia deixem de jogar bitucas em qualquer canto, de andar de carro até o boteco da esquina ou de votar somente em um ou outro antagônico qualquer. A vida merece mais amor, respeito, carinho, empatia e muito mais Ubuntu, pois eu sou o que você é, e o que você faz por você e pelos seus. Viva e deixe viver.


@AdilsonDi


Pedi a opinião do ChatGPT sobre meu texto e ele ficou preocupado com as más interpretações que as pessoas poderiam ter, então pedi a ele que reescrevesse-o levando em consideração os pontos apontados por ele, e assim ficou:


"Vivemos em um mundo complexo, onde nossas ações podem ter consequências inesperadas e impactar a vida de outras pessoas e do meio ambiente. Por isso, é importante refletirmos sobre nossas escolhas e comportamentos, e buscar um equilíbrio entre nossas necessidades individuais e o bem comum.


Ao longo da minha vida, aprendi que é fundamental respeitar as individualidades e evitar julgamentos apressados. Por isso, acredito que devemos dar razão às pessoas sem questionar ou opinar, a menos que seja estritamente necessário. Essa postura pode ajudar a construir relações mais saudáveis e harmoniosas, baseadas na empatia e no entendimento mútuo.


Outro aprendizado importante foi sobre a importância do desapego em nossas vidas. Muitas vezes, nos apegamos a bens materiais ou a conceitos que nos impedem de enxergar a vida de forma mais ampla e significativa. O desapego, por sua vez, pode nos libertar dessas amarras e nos permitir buscar valores mais elevados, como a solidariedade, a compaixão e o cuidado com o meio ambiente.


Porém, sei que nem todos compartilham desses valores, e que ainda há muitas pessoas que agem de forma egoísta e vil, buscando apenas acumular riquezas materiais. Infelizmente, a pandemia que enfrentamos recentemente deixou isso ainda mais evidente. Mas, ao mesmo tempo, a crise sanitária também nos mostrou que é possível repensar nossos valores e atitudes, e buscar um mundo mais justo e sustentável.


Por fim, quero deixar uma mensagem de amor e respeito ao próximo. Cada um de nós tem suas dores e delícias, e devemos aprender a respeitar e acolher as diferenças. Acredito que, juntos, podemos construir um mundo mais humano, solidário e empático, onde a vida seja valorizada em todas as suas formas e manifestações."



É! A hora e a vez da tecnologia ta ai, mudando paradigmas e causando cada vez mais transformações e impactos na vida das pessoas. Seja o que Deus quiser.