sábado, 15 de setembro de 2007

Adilson Di

O celular é silencioso nos dias de euforia, e nos momentos de introspecção é um atormentador incessante.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Hoje tivemos progresso no abandono de bairro


Há poucos dias, um ônibus da linha do nosso bairro, bateu na parede da igreja onde toda comunidade local estavam participando de uma missa, o estrondo foi tão grande que as pobres senhoras e crianças que estavam no local, acharam que as paredes iriam cair sob elas. Minha mãe resolveu fazer o relato do acontecido junto a Empresa Pública de Transporte e Circulação - EPTC, ao qual convocou para o dia de hoje, uma reunião para debater sobre este e outros assuntos.

A reclamação não é um fato isolado, ele é a conseqüência de uma longa lista de fatos envolvendo alguns motoristas e cobradores da linha 160, da Empresa de Transportes Coletivos Trevo, ao qual é responsável pelo atendimento do Morro Santa Tereza. Entre os relatos das pessoas, estão o contínuo estacionamento dos ônibus na forma de espinha de peixe, deixando o escapamento (surdina) do ônibus voltado para a parede da igreja, fato que alem de sujar a pintura das paredes, também serve de abrigo para usuários de drogas e outros criminosos, como motel para os condutores do ônibus, e que inclusive algumas das visitantes deste pseudo local de encontros são menores de idade.

Um fato estarrecedor fora conferido de perto pelo Diretor Social da EPTC que nos honrou com sua presença na reunião de hoje a tarde, ao qual um motorista tomava uma cerveja no intervalo de uma viagem e outra.

Durante a reunião relatamos muitos fatos, e os moradores da região aproveitaram para esclarecer suas dúvidas sobre questões de passe livre, acesso a idosos, etc.

O Diretor Jorge, comprometeu-se em dar andamento no processo, a fim de solucionar o impasse, sugerindo que numa próxima reunião esteja presente o Secretário da Secretaria Municipal de Obras e Viação – SMOV, e representantes do consórcio Sistema de Transporte Sul - STS, ao qual é responsável pela disciplina dos condutores dos transportes coletivos.

Ambas as partes ficaram satisfeitas com o resultado da reunião, e houve comprometimento mútuo na solução dos problemas no entorno da Capela Dom Orione, no fim da linha do ônibus Santa Tereza.

Senhor Jorge, como lhe falei, estaremos vigilantes e ansiosos para nova visita dos representantes do poder público municipal de Porto Alegre, para elucidarmos as dúvidas e resolver os problemas.

MACAMBÚZIO, SORUMBÁTICO, DECEPCIONADO


Atônito, boquiaberto, irrequieto, desesperado, preocupado, desiludido, triste, apavorado, envergonhado, pasmo, angustiado, espantado, desesperançado, ridicularizado, infeliz, terrificado, nervoso, amedrontado, alarmado, macambúzio, sorumbático, enfim, não existem palavras para descrever o sentimento que tenho frente a esta decisão do Senado Federal.

A partir deste momento sou um novo militante pela extinção desta casa, pois o Senado Federal, na verdade só tem uma serventia, que é ser covil de velhas rabosas. Desculpem-me pela redundância os senadores que votaram a favor da cassação, como deve ter sido o caso do gaúcho Pedro Simon, mas não posso por minha mão no fogo, nem por ele nem por ninguém, pois o povo foi alijado do processo que deveria ser transparente, pois vocês nada mais são do que funcionários públicos indicados por nós. Pena o povo não poder definir vossos salários e também definir quando deveriam ser demitidos, mas é certo que esta casa não cumpriu o que deveria, e que a nação esta estarrecida com esta tremenda falta de vergonha proporcionada por vossas senhorias, e que no tempo certo saberá dar o troco certo.

Quando criança, ouvi uma infinidade de vezes que “a voz do povo é a voz de Deus”, e que Deus julga seus filhos pelo o que eles fazem nesta vida, portanto acredito que o herege Renan Calheiros, que rezou ao final da votação, será punido nesta ou em outras vidas, por surrupiar o dinheiro da mesa dos pobres nordestinos. Os crimes de colarinho branco que este indivíduo e outros tantos comentem todos os dias, são tão ou mais hediondos que qualquer assassinato ou estupro de criancinha.

Minha luta pela moralização do país continuará sempre, mesmo que tenha de bater de frente com poderosos. A escada pública é longa e tortuosa, mas subo um a um os degraus, e nos dias do meu juízo, com certeza minha boca ira proferir palavras definitivas, que surgirão da semente plantada por meus pais, carregadas de ética e moral, e irá coroar de êxito o caminho escolhido por Deus para minha vida.

Tenho vergonha destes dilapidadores do povo, que com suas falcatruas, surrupiam, dissimulam e enganam a todos, mas que no momento de fraqueza, irão conhecer a ira dos daqueles que zelam pela moral e pelos bons costumes, fazendo valer a máxima de nossa bandeira, com muita ordem e progresso.

Encerro dando os parabéns a Deputado Luciana Genro do PSOL do Rio Grande do Sul, que junto do Raul Jungmann e outros nobres guerreiros das causas do povo, que entraram na marra na audiência, para testemunhar em nosso nome, nesta que foi a maior maracutaia que aconteceu em todos os tempos no Brasil.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Quanta honra, hoje fui professor!

Hoje tive a grande honra de ser professor de crianças de 4 a 7 anos de idade, e provavelmente, o que senti nos olhares daquelas dezenas de crianças, foi a mesma gratidão que as grandes batalhadoras da educação (professoras) tem ao lecionar para seus pupilos.

O Piquete Quatro Costados, é um piquete originado na amizade de quatro policiais civis amantes da cultura gaúcha, que há muitos anos acampam junto ao Parque da Harmonia, mesmo antes dele mudar o nome para Parque Maurício Sirostsky Sobrinho, e hoje, suas famílias e a de outros amigos compõem um lindo coletivo que comunga dos mesmos momentos de alegria e descontração.

Há poucos anos a prefeitura instituiu aos piquetes, que deveriam desenvolver um projeto cultural ou social, para poder instalar-se junto ao parque, e hoje foi o grande dia do Quatro Costados, e por minha sugestão eles apresentaram como projeto, comidas típicas e o chimarrão, para uma instituição de caridade, e a escolhida felizmente foi a Escola da Vida.

Por volta das treze horas, chegaram ao piquete quase 40 crianças, que fizeram a maior festa correndo para todos os lados, e em todos os momentos vinham roubar-me informações a respeito das coisas do tradicionalismo, e outras em geral, ao qual eu respondia sem relutar. Senti-me extremamente lisonjeado em ser escolhido como a pessoa que iria palestrar para aqueles inocentes, de olhos brilhantes e mentes sedentas de conhecimento.

Elas chegaram e aos poucos tomaram conta de tudo, servimos bebidas para refresca-las devido ao dia quente, e posteriormente servimos um delicioso arroz de carreteiro preparado pelo patrão Ricardo. Logo acomodamos elas nos bancos em frente ao piquete e começamos nossa palestra aqueles anjos que em um minuto sequer pararam de prestar atenção.

Como o objetivo era falar sobre culinária e chimarrão, precisamos contar como surgiu o gaúcho, contando que aqui viviam os índios livres, depois vieram os conquistadores brancos, e logo trouxeram nas correntes dos porões das caravelas os negros, estes que ao longo do tempo foram se espalhando e aumentando suas expectativas frente a adversidade, buscando constantemente a liberdade, que culminou numa longa guerra, que fora denominada Revolução Farroupilha, que originou o movimento tradicionalista mais tarde.

Contamos tudo para eles, e aquela aula fora para mim, mais incrível que outras que ministrei em universidades, escolas secundárias e instituições por ai, pois não acreditava que crianças poderiam ser mais atenciosas que a maioria dos adultos que já palestrei.

A cada palavra uma nova surpresa, a cada olho brilhante um novo mundo, a cada comentário, um novo motivo para continuar a lutar pelas causas sociais, a cada instante uma explosão de alegria que incendiava cada vez mais meu ser.

Obrigado patronagem do Piquete Quatro Costados, professores e dirigentes do Movimento Escola da Vida, que me proporcionaram um dia de extrema felicidade, e que quero repetir muitas vezes nos dias de minha existência.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Escravos em Porto Alegre


Foto ao lado é do príncipe africando Custódio, negro que viveu no RS e foi um dos grandes divulgadores de sua cultura
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Navegando no wikipédia, estava dando uma revisada nos textos sobre a independência do Brasil, e constatei que no dia 7 de setembro de 1884, foram libertados em Porto Alegre os últimos escravos da cidade. Será?

Na minha infância, peregrinávamos por vários lugares a procura de oportunidade para praticar esportes, como era o caso do Estádio dos Eucaliptos, o CETE e os campos da beira do rio, que depois se tornaram Parque Marinha do Brasil. Para acessar estes locais que ficavam no bairro Menino Deus, tínhamos de passar por uma chácara abandonada onde existiam ruínas de construções antigas que não sabíamos do que se tratava.

Lembro-me perfeitamente das construções que existiam ali, que em geral causavam-me curiosidade tremenda, no qual tentava elucidar com meus pais, que nunca tinham uma explicação coerente a respeito do assunto. Também pudera, ambos tinham somente ensino básico, e uma cultura direcionada as coisas do campo, desconhecendo detalhes da história da cidade.

Nas passagens por este lugar, vem a minha memória a imagem daquelas ruínas, onde se encontravam uma grande casa, cercada por outras menores, e outra que me assustava muito, pois era afastada das demais e tinha em sua frente, um tronco cravado, com muitas argolas penduradas nele.

Eu e meus amigos passávamos corriqueiramente por ali, pois era local de acesso as nossas possibilidades de aprendizado esportivo. Nossa turma era composta em sua grande maioria de meninos negros, que naquela época repassavam ao garoto de pele alva e olhos coloridos, todo preconceito sentido por eles noutros lugares, chamando-o de branquélo, branco sujo, e outras ofensas.

Nosso receio em passar por aquele lugar lúgubre já era grande, devido as diversas histórias contadas pelos antigos, que narravam histórias bizarras de fantasmas e outros fatos assustadores que aconteceram naquele lugar.

Aquele lugar mórbido nos causava calafrios, principalmente quando passávamos frente tal casa afastada, que na época não sabíamos do que se tratava. Eu e meus muitos amigos negros passamos por ali durante muitos anos, ate começarem a urbanizar nossa região. Ainda hoje pessoas acessam o bairro Menino Deus através desta antiga chácara, desconhecendo o que existira outrora ali. Hoje existe uma grande empresa de telefonia e um condomínio residencial de luxo.

Em nossa ingenuidade de crianças, não sabíamos que ali era uma antiga casa grande, e que aquela casa afastada tinha abrigado em tempos remotos, homens negros cerceados de sua liberdade, que serviam de mão-de-obra gratuita, e que ali sucumbiram na ponta do chicote ou na labuta do dia-a-dia. Tudo ao redor daquela casa era gélido rememorando o terror que tinha daquele lugar.

Tenho 38 anos, e a data citada no wikipédia tem 123 anos, ou seja, a diferença de minha idade e a data da libertação dos últimos escravos em nossa cidade é de apenas 85 anos. Este cálculo nos revela que muitos de nossos avós ainda viviam nesta época de atrocidades, e que ainda hoje carregam na historia dos homens negros, a perseguição de sua cor, limitando sua participação no mercado de trabalho e outras atividades sociais.

Lógico que o termino da escravidão e os dias atuais é muito curto, mas esta raça de guerreiros africanos, tem na história de nossa cidade, passagem fundamental em sua existência, como o caso dos atletas Ronaldinho Gaúcho e Daiane dos Santos, do Músico Lupicínio Rodrigues, do Senador Paulo Paim e outros tantos.

Espero que o Brasil desenvolva toda sua população por igual, sem distinção de credo, raça, origem, e que os negros gaúchos espelhem-se no nobre exemplo do juiz do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que esta dando um show da capacidade deste povo, no julgamento dos pilantras que participaram do esquema do Mensalão do PT.

Essa é dedicada para meus amigos, Gisa, Clóvis, Tânia e Juliana, grandes militantes dos direitos do negro na cidade de Porto Alegre, ao qual desejo todo sucesso do mundo em sua luta.

Independência sim, morte não.


Analisando friamente a frase proclamada no dia 7 de setembro de 1822, pelo então príncipe regente do Brasil, Dom Pedro, ao qual era o representante do Império Português em nossas terras, podemos dizer que de independência não tivemos nada, muito ao contrário, foi neste ato que a burguesia brasileira alcançou a glória, aumentando a grande diferença entre pobres e ricos, pois as elites deixaram de pagar os altos impostos ao império português, e começaram a ter privilégios econômicos e políticos, frente ao proclamado ato de independência.

Como em toda historia de rei e rainha ao longo da epopéia da humanidade, a independência do Brasil na verdade significou a emancipação financeira dos filhinhos do papai imperador português, que desde a chegada da família real no dia “12 de outubro” de 1808, (coincidentemente dia da criança) planejaram este golpe.

Não bastando o grande salto dos membros da corte brasileira, tivemos ainda a significativa benevolência da Grã-bretanha, que generosamente concedeu-nos uma vultosa quantia a título de empréstimo, a fim de comprarmos o direito a independência junto à coroa portuguesa, iniciando assim a tão famosa divida externa brasileira. Ainda, por sugestão do imperador Dom João VI, que em 1808 criou o Banco do Brasil, os independentes sacaram toda reserva de capital deste, para que fosse levada junto com o dinheiro britânico a Portugal, sendo que esta instituição em 1829 não resistiu e foi o primeiro banco brasileiro a quebrar.

O que mudou desde então? Os bancos pararam de quebrar, paramos de pedir dinheiro a povos estrangeiros, a elite brasileira começou a dividir seus lucros com as classes mais baixas, os conchavos do poder cessaram, e deixamos de ser crianças ingênuas que seguem seus tutores (governantes) cegamente, sem contrariar suas imposições. Pois é, nada mudou, e ainda, o decorrer da história foi uma universidade aos espoliadores do povo, que todos os dias aprendem novas formas de surrupiar os míseros tostões ganhos pelos trabalhadores.

Como no velho testamento, precisamos ter uma revolução cultural no Brasil e no mundo, a fim de amenizar os efeitos desta avareza dos soberanos brasileiros. Esta revolução precisa inverter a roda econômica, política e hoje em dia jurídica, pois os criminosos de colarinho branco deveriam cumprir penas muito maiores que os simples ladrões de galinha, que são os únicos que são condenados neste país.

Eu faço minha parte fazendo este relato a vocês, e também exercendo a cidadania, onde ensino muitas pessoas a buscarem através da organização de coletivos, a cidadania tanto esperada.

Desejo que vocês busquem dentro de si, o espírito da rebeldia social, a fim de encontrar-mos as soluções para os grandes paradigmas sociais que afligem nossa nação, para que um dia, possamos realmente dizer que o Brasil não morreu, e sim alcançou plenamente sua independência.

Independência sim, morte não.

era da infidelidade virtual


Antigamente sob longas vestes, sejam vestidos ou batinas, as pessoas escondiam sua sexualidade. Hoje com o advento da internet, as pessoas entraram na era da infidelidade virtual. São dezenas de blogs, aplicativos, oportunidades para trair ou não apegar-se, onde as pessoas ficam conectadas com todos pretendentes e amantes ao mesmo tempo, e pior, ludibriando a todos.