sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Independência sim, morte não.


Analisando friamente a frase proclamada no dia 7 de setembro de 1822, pelo então príncipe regente do Brasil, Dom Pedro, ao qual era o representante do Império Português em nossas terras, podemos dizer que de independência não tivemos nada, muito ao contrário, foi neste ato que a burguesia brasileira alcançou a glória, aumentando a grande diferença entre pobres e ricos, pois as elites deixaram de pagar os altos impostos ao império português, e começaram a ter privilégios econômicos e políticos, frente ao proclamado ato de independência.

Como em toda historia de rei e rainha ao longo da epopéia da humanidade, a independência do Brasil na verdade significou a emancipação financeira dos filhinhos do papai imperador português, que desde a chegada da família real no dia “12 de outubro” de 1808, (coincidentemente dia da criança) planejaram este golpe.

Não bastando o grande salto dos membros da corte brasileira, tivemos ainda a significativa benevolência da Grã-bretanha, que generosamente concedeu-nos uma vultosa quantia a título de empréstimo, a fim de comprarmos o direito a independência junto à coroa portuguesa, iniciando assim a tão famosa divida externa brasileira. Ainda, por sugestão do imperador Dom João VI, que em 1808 criou o Banco do Brasil, os independentes sacaram toda reserva de capital deste, para que fosse levada junto com o dinheiro britânico a Portugal, sendo que esta instituição em 1829 não resistiu e foi o primeiro banco brasileiro a quebrar.

O que mudou desde então? Os bancos pararam de quebrar, paramos de pedir dinheiro a povos estrangeiros, a elite brasileira começou a dividir seus lucros com as classes mais baixas, os conchavos do poder cessaram, e deixamos de ser crianças ingênuas que seguem seus tutores (governantes) cegamente, sem contrariar suas imposições. Pois é, nada mudou, e ainda, o decorrer da história foi uma universidade aos espoliadores do povo, que todos os dias aprendem novas formas de surrupiar os míseros tostões ganhos pelos trabalhadores.

Como no velho testamento, precisamos ter uma revolução cultural no Brasil e no mundo, a fim de amenizar os efeitos desta avareza dos soberanos brasileiros. Esta revolução precisa inverter a roda econômica, política e hoje em dia jurídica, pois os criminosos de colarinho branco deveriam cumprir penas muito maiores que os simples ladrões de galinha, que são os únicos que são condenados neste país.

Eu faço minha parte fazendo este relato a vocês, e também exercendo a cidadania, onde ensino muitas pessoas a buscarem através da organização de coletivos, a cidadania tanto esperada.

Desejo que vocês busquem dentro de si, o espírito da rebeldia social, a fim de encontrar-mos as soluções para os grandes paradigmas sociais que afligem nossa nação, para que um dia, possamos realmente dizer que o Brasil não morreu, e sim alcançou plenamente sua independência.

Independência sim, morte não.

era da infidelidade virtual


Antigamente sob longas vestes, sejam vestidos ou batinas, as pessoas escondiam sua sexualidade. Hoje com o advento da internet, as pessoas entraram na era da infidelidade virtual. São dezenas de blogs, aplicativos, oportunidades para trair ou não apegar-se, onde as pessoas ficam conectadas com todos pretendentes e amantes ao mesmo tempo, e pior, ludibriando a todos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Frase Militar

Não posso parar
Se paro eu penso
Se penso eu morro

defini a situação de um soldado em pleno combate com o inimigo


terça-feira, 28 de agosto de 2007

A Turma do Beto nasce no Dia Nacional do Voluntáriado


Este dia tem uma energia especial em vários sentidos, pois alem de ser o Dia Nacional do Voluntariado, algo que revolucionou minha vida, mas também, a madrugada em que aconteceu um longo e belo eclipse lunar. O fenômeno da natureza veio para coroar de êxito a passagem do aniversário de Ganesha e Goethe, mas também comemorar o dia do filosofo, base de todo conhecimento político, mas nenhum deles vai ser tão importante e famoso quanto o nascimento da Turma do Beto.

Há tempos tenho percorrido o caminho do voluntariado, sem conhecê-lo mais profundamente, e no inicio da gestão do governador Germano Rigotto, ao qual tive o prazer de assessorar, eu recebi de um visinho, a missão de ajudar uma creche na região da Grande Cruzeiro, uma das maiores favelas do sul do país.

Tudo foi muito estranho, minha função no governo era totalmente burocrática, pois na época recepcionava as pessoas na porta do gabinete, portanto, sem nenhum trabalho voltado a política social, que eu sempre tive vontade de fazer e nunca consegui, nem mesmo no meu partido (PMDB), que há muito perdeu contato com a população, transformando-se tão somente numa ferramenta cartorial para preencher listas de indicação aos pretensos candidatos a cargos eletivos.

O Paulinho tem um perfil extravagante, sempre falando em altíssimo tom de voz, praticamente gritando o tempo todo, e do outro lado da rua ele dirigiu a palavra para mim, dizendo que eu precisava ajudar a creche onde os filhos do cunhado dele estavam, pois era um lugar com muitas crianças e sem infra-estrutura. Respondi a ele que eu não tinha muito o que fazer, pois não era minha responsabilidade este tipo de trabalho. Mas a insistência dele me comoveu e resolvi ajudar a creche. Chamei meu amigo Ratão, carregamos o carro de alimentos e nos dirigimos ao local. Chagando lá, em carro oficial, vestidos de terno e gravata, surpreendemos os professores que acharam tratar-se de fiscais que iriam fechar o lugar. Tadinhos.

Neste lugar conhecemos uma pessoa que dedica sua vida ao trabalho com crianças em situação de vulnerabilidade social, e que nunca teve tempo de organizar-se, foi quando eu conheci que eu podia muito mais, e deste momento em diante minha vida transformou-se, pois alem de mudar a vida desta pessoa que cuidava das crianças, eu mudei a consciência de uma comunidade inteira que dependia desta creche. Os trabalhos se multiplicaram e hoje são inúmeras atividades e resultados.

Este trabalho me influenciou tanto que já prestei assessoria para outras tantas pessoas, ao qual ensinei a se organizarem em associações, cooperativas, ONG´s e etc.

Face a este conhecimento adquirido, e a necessidade que todo ser humano tem de ajudar, resolvemos neste dia, propor uma nova forma de educar a cerca da responsabilidade social, criando a Turma do Beto.

Este nome é devido a grande maioria de meus amigos, terem um dia confraternizado comigo no Bar do Beto, ou até mesmo me conhecido lá. O nome também é uma homenagem ao grande sociólogo Humberto de Souza, o Betinho, que revolucionou a forma de fazer política social no país, e outra, toda organização que tem este nome tende ao sucesso, como é o caso do Sítio do Beto, Beto Carreiro Word e outros. Você em breve terá mais noticias de Beto e sua turma.

Gostaria de dizer a todos voluntários do mundo, a exemplo de Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Betinho, Zilda Arns, José Lutzemberger, irmã Elza Dalmolin, Denise Miceli e outros tantos, que o a disposição pessoal de cada individuo é fator primordial para a revolução que ira mudar as estruturas de nosso planeta.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Obrigado Rede Record e Prefeitura


Na condição de idealizador e fundador do Movimento Escola da Vida www.escoladavida.org.br, sinto-me honrado com este apoio tão importante dispensado as centenas de crianças que recebem ajuda na instuição, através do Dia de Fazer a Diferença.
Quero agradecer a Rede Record e seus funcionários, e tambem a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, na pessoa do Secretário de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, por ter apoiado as instituições sociais de minha região, fazendo este lindo trabalho neste final de semana.

Leia mais: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/cs/default.php?reg=78455&p_secao=3&di=2007-08-25

Desacato moral da Miss Brasil


Este final de semana foi um saco, pois não parou de chover um só instante, e com isso, fatidicamente tive de ficar em casa e curtir a programação animadíssima de domingo, como é o caso do Domingão do Faustão.

Durante o programa nem mesmo o Fausto Silva conseguiu aturar a programação, reclamando do coordenador do quadro Vídeo Cassetadas, então veja você, o nível dos programas que passam em nossa televisão.

Agora estes programas de auditório, encontraram uma nova forma de aumentar a audiência, apresentando realit´s shows, convidando personalidades para desafios nas tardes de sábado e domingo, e nesta nova fase, está o tal Dança no Gelo.

Ontem neste quadro apresentaran-se várias atrizes, e algumas delas nunca tinha visto ou escutado falar, e mesmo assim o Fastão rasgou elogios a estas ilustres desconhecidas. Junto destas estavam a sumida Luiza Brunet, Giseli Itiê, Márcia Cabrita e Natália Rodrigues, atual Miss Brasil e conseqüentemente vice Miss Universo.

No roteiro do programa, Fausto Silva anuncia um Jurí de cinco pessoas, sendo três artísitcos e dois técnicos, que variam suas notas de 0 a 10, e depois vai chamando as atrizes e seus instrutores, que mostram primeiro os ensaios nos bastidores, e logo em seguida fazem sua apresentação e no final recebem suas notas e dão seqüência aos demais casais.

O tal de juri artístico esta ali para fazer indagações, sendo que nenhum deles tem conhecimentos técnicos de patinação ou mesmo dança, sendo que esta parte cabe ao tal juri técnico.

Na apresentação da Miss Brasil, ela cometeu alguns erros básicos, como todas outras que se apresentaram, e o Faustão começou o julgamento de Natália, por um ilústre diretor da Rede Globo, ao qual, fez menções a beleza da candidata, mas na hora de dar a nota, blasfemou dizendo que ela era muito ruim, dando uma nota baixissíma.

O leitor deve estar se perguntando, o que este cara tem a ver com isso, mas lhes digo. Estas moças bonitas que participam destes concursos, em geral, levam uma vida inteira preparando-se para ocupar estes cargos, ainda concorrem diretamente com milhares de outras garotas, para poder representar seu clube, cidade, estado e país.

Natália é uma mulher linda e inteligênte que nos representou muito bem no concurso do Miss Universo, levando a beleza da mulher brasileira ao ápice da beleza mundial, e vem exercendo seu papel de divulgar a força de nossas mulheres muito bem. Porém estas moças necessitam ocupar espaços na mídia, para ostentarem suas faixas e apresentar toda capacidade que é exigida de suas atribuições de Miss.

A Rede Globo deveria fazer uma represália a este respeitado diretor, que estava no juri de domingo, informando a ele, que a Miss está ali, transpondo mais um dos diversos obstáculos que são impostos a ela, devido ao peso que carrega em sua faixa, e mais, ele deveria respeitar ela não só como pessoa pública, mas tambem, como uma das maiores representantes das mulheres brasileiras. Mulheres que vencem desafios e constantemente submetem-se a velhos paradigmas sociais, tendo de enfretar o preconceito e a indiferença de pessoas que conservam pensamentos arcáicos.

Natália, seu semblante após o veredito infeliz deste jurado, não corresponde a admiração que eu e milhões de outros brasileiros temos por você. Desejo que mostres a este velho rabujento, que és capaz de transpor mais este obstáculo, e competir até leva-la as finais deste concurso, mas que se não chegares lá, tenha certeza que fostes vitoriosa em mais esta etapa de sua vida.