segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sentimento de um Cabo Eleitoral ou Assessor Político

Após vários meses metendo o pé no barro, falando em nome do candidato para amigos, parentes, colegas, comprometendo-se que o candidato fará tudo aquilo que estamos falando, caminhando sob chuva ou sol, sacudindo bandeiras, entregando santinhos, colocando placas e cartazes, acaba restando somente dois sentimentos nas pessoas que trabalharam durante a toda campanha eleitoral, e ficam no aguardo das decisões do sujeito ora eleito:

1) Sou indispensável:
É aquele que será contratado para assessorar o parlamentar ou irá ganhar um cargo em algum órgão do governo eleito, e se subdividem em:

a. Básico: Será aquela meia dúzia que irá ser nomeada e que ficará com a incumbência de no primeiro dia de gabinete começar a preparar a próxima campanha, agradecendo os votos conquistados, captando novos, fazendo o lastro de campanha, atendendo os milhares de mordedores que irão aparecer na porta, e fazendo alguns projetos para o povo.

b. Entulho – Aqueles ex-políticos, parentes, amantes que só ficam ocupando espaço nas campanhas e gabinetes;

c. Frágil – Aquele que se envolve demais na vida do político e ta sempre prestes entrar em colapso nervoso, ou aquele que ta sempre pela bola 8 para ser demitido ou trocado por outro;

d. Tóxico – Aquele que não tem nem o voto dele pra passar, mas que ta sempre de papagaio de pirata do lado do político, articulando o seu lado pessoal, louco pra levar uma vantagenzinha brasileira afim de ajeitar o seu ladinho, fazendo lobby e provocando intrigas pessoais com os cabos eleitorais e assessores para dizer que ele é o cara enquanto os outros não prestam tanto quanto ele.

2) Sou dispensável:
Este é o resto todo, e que são classificados da seguinte maneira:

a. Reciclável – Aquele que fica por algum tempo nos gabinetes quando o político estiver no poder, ou aquele que ajuda na época da campanha, e depois de muito tempo pode ser reaproveitado;

b. Descartável – Aquele que é usado só na época da eleição, ou aquele que serve de quebra galho no gabinete enquanto apresenta cabos eleitorais ao político e depois é jogado fora;

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O peixe morre pela boca

O peixe morre pela boca:

Se tiver com boa fechada é porque ta de barriga cheia (ja tem alguem)
Se tiver de boca aberta é porque ta com fome (não tem alguem)

ou seja, é como aquela historia de que quem cala concente, tipo:
a(o) menina(o) não ligou mais... com certeza ta de boca cheia com outro(a)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A SAGA DO ÔNIBUS 1214

Época de férias, Porto Alegre vazia, com ruas tranqüilas, barzinhos lotados, a ameaça da dengue rondando e um calor escaldante com sensação térmica de mais de 40 graus, que deixa os seres vivos em agonia.

Ontem estávamos no trabalho com ar-condicionado ligado, e ao sair para o almoço, quase morri sufocado, de tanto que era o calor. A respiração difícil o sol a pino torrando o lombo dos pobres transeuntes, servi meu prato, sem o menor apetite, e empurrei a comida sem a menor vontade. Depois de pagar a conta, sai novamente à rua, com aquele calor. Imagine! Nem havia passado a metade do expediente do trabalho e eu já estava com vontade de estar em casa.

Voltei para o escritório, a mocinha do atendimento reclamando que o ar estava muito frio, também pudera, ela vem com os ombros de fora achando que vai trabalhar la na calçada onde esta aquele calor infernal está a espreita. O trabalho acumulando pelos cantos da mesa, novas tarefas surgindo, e eu desesperado para fugir dali.

Finalmente chegou a hora de colocar meu dedinho do ponto biométrico, que chique né, antes tínhamos de assinar livros ou colocar cartões, hoje o horário é controlado pela digital.

Fico até um pouco mais tarde, para fechar os custos de nosso representante comercial, até para esperar amenizar um pouco a temperatura. Uma hora depois pego o rumo da rua, nossa!!! O calor continua insuportável!

Ando pelas ruas do centro em direção ao transporte coletivo (ônibus, vulgo humilhante) que irá me conduzir até em casa, e os malditos veículos nem ar-condicionado tem mais, chego na parada, e não tem ninguém esperando o ônibus, sinal de que o ônibus recém partiu. Fico ali de pé, agonizando no tal calor, as pessoas vão se chegando e uma atrás da outra, vão passando as mãos na testa a fim de secar o suor que não para de escorrer, a mãe nem pega a criança no colo, o namorado nem abraça a namorada, as roupas do dia de trabalho, de tão molhadas parecem panos de chão que secaram uma enchente.

Enquanto isso estamos ali esperando o tal veículo que irá nos conduzir para o conforto de nosso lar, depois de mais de 20 minutos eis que surge o tão esperado buzum, a fila longínqua começa a andar, eu dou sorte, pois sou um dos primeiros da fila, já os outros tem que aguardar a boa vontade do tal equipamento de passagens eletrônicas chamado TRI que fora instalado há algum tempo nos ônibus de Porto Alegre, mais alguns minutos de paciência, para que a maquininha resolva aprovar os créditos dos cidadãos pouco cansados de mais um dia de trabalho, o ônibus começa sua jornada de sobes e desces, para, arranca, freia, e assim vai por mais 25 minutos até chegar o meu tão almejado destino.

Desço na parada que já não é tão perto de minha casa, caminho por mais duas quadras, e finalmente chego no portão do meu lar doce lar. Olho para os vizinhos, e eles estão todos atirados debaixo das poucas sombras da rua, e pior, quando olho as plantas do meu jardim, elas parecem implorar por uma gotinha de água com suas folhas todas murchinhas, murchinhas. Meu cachorro velho dava pulinhos na calçada como se tivesse pedindo para eu criar um chinelinho especial para animais. De súbito tomo a decisão de desenrolar a mangueira e começar a jogar água para todos os lados, pondo fim ao calor de meus bichos e plantas.

Abro a porta de minha casa, e de imediato vem um bafo, como se um dragão invisível estivesse soprando para eu retornar a rua, mas como bom Cavalheiro Andante que sou, enfrentei a fúria do monstro e adentrei mesmo assim. As roupas foram caindo pelo chão, e meu chuveiro amenizou todas as agruras de minha viagem de aproximadamente 1 hora até minha casa.

Termino de regar as plantas, faço um sanduíche, tomo muita água, e tento achar alguma coisa para fazer, sem vontade de nada fazer, até lembrar de entrar na internet e conversar com um amigo que vende ar-condicionado para ver se saneava o meu probleminha, que por módicos R$ 1.500,00 seria solucionado em menos de 24 horas. Como este valorzinho não esta nas minhas provisões de curto e médio prazo, resolvi pensar um pouco mais.

Peguei três ventiladores, e os coloquei estrategicamente posicionados, tentando fazer um esquema de ventilação para meu quarto. Deitei, rezei, vi tv, orei novamente, levantei para tomar água, vi tv novamente e por várias horas fiquei tentando dormir sem nenhum sucesso, pois o maldito dragão ainda estava por algum canto da minha casa soprando aquele seu bafo quente.

Finalmente consigo dormir, e pela manhã meu celular desperta pontualmente as 06:30 horas, concomitante a minha televisão que esta programada para ligar no mesmo horário do Telejornal Bom Dia Rio Grande, da RBS TV. O soneca do celular vai tocando de 10 em 10 minutos, as noticias vão passando, até que eu tome coragem de me levantar. O noticiário fala do calor do dia anterior, fala da previsão de calor no dia de hoje, e eu lembro que há poucos dias, os repórteres falaram que os consórcios monopolistas do transporte público de Porto Alegre, pretendem aumentar o valor das passagens mesmo que todos os índices econômicos digam que eles não têm direito a isso.

Tomo meu banho, me arrumo, e saio em direção a parada do ônibus que fica no topo de uma lomba (rua de subida íngreme), e no caminho vejo lá no topo que o ônibus passou alguns minutos antes e consequentemente terei de esperar o próximo. O calor já esta começando a esquentar o corpo, fico na parada por mais 20 minutos, já são 08:30 horas, epa! Este o horário que eu deveria estar abrindo o escritório para meus colegas, mas ainda estou ali esperando o ônibus. Enquanto o tal não chega, as pessoas chegam, e aos poucos vão se tornando dezenas, e consequentemente teremos fila, e a fila demorará a entrar, porque teremos de contar novamente com a boa vontade do aparelhinho da passagem eletrônica aceitar os créditos dos pobres trabalhadores novamente.

Finalmente chega o ônibus numero 1214, da linha do TV, do Consórcio STS, e as pessoas pausadamente vão entrando e quando o último passageiro finalmente consegue entrar, o motorista anuncia, tem outro ônibus ali atrás, achamos estranho, mas todos subiram e o 1214 partiu para o próximo ponto, a parada estava lotada como a nossa, e as pessoas foram entrando, e o motorista novamente avisa que tem outro ônibus logo atrás do nosso. Mais algumas paradas e nosso ônibus já esta cheio, e o outro também.

O 1214 é um ônibus estranho e nada funcional, pois ele tem uma porta de descida no meio do carro, diferente das antigas que eram no fundo, então as pessoas tendem a ficar perto da porta de desembarque, preferindo não ir lá para os fundos do ônibus. No meio do caminho, com todas as pessoas de pé, atrasadas, já suando, o cobrador do ônibus começa a ordenar que as pessoas se dirijam até os fundos do ônibus, mesmo que elas não estivessem atrapalhado em nada o serviço dele. Em seguida, com a negativa das pessoas em ir, ele vocifera ao motorista proclamando a seguinte frase: “As pessoas não se ligam que tem espaço lá atrás e ficam se amontoando aqui”, ahhhh não! Fui obrigado a retrucar, falando que: “As pessoas não se ligam o porquê do atraso”. O Cobrador continua conversando com seu colega motorista, dizendo em voz alta, que as pessoas deveriam saber que as linhas de ônibus estão horário de verão, e que eles estavam somente três minutos atrasados. Achei estranho eles estarem somente Três minutos, sendo que tinha um outro ônibus grudado no deles, sendo que em horário de verão, os ônibus têm intervalos maiores entre um e outro. Resolvi não polemizar, mas me motivei em escrever este texto, para que ficasse registrado em meu blog, e também fosse de conhecimento público e das autoridades competentes minha contrariedade quanto a alguns descasos cometidos com a população. Então viajamos por mais 25 minutos até chegar o final da linha no Centro da cidade.

Fico imaginando como ficarão os horários dos ônibus, e quanto tempo levarei para ir para minha casa ou retornar, depois que a prefeitura implantar a tal baldeação que estão inventando, e dando o nome de Portais da Cidade. Duvido que agilize ou facilite chegada até o meu destino. Quero registrar aqui, neste dia 04 de fevereiro de 2010, que se o Prefeito executar esta tão proclamada obra, mesmo eu sendo filiado ao PMDB, e tendo sido líder de movimentos dentro do partido, tendo sido candidato a vereador pelo mesmo, nunca mais eu irei voltar nele e nenhum outro colega dele, pois tenho certeza que quem ta inventando estes tais Portais, não pega ônibus, e não sabe o que acontece dentro deles.

Para finalizar, caminho mais uma meia dúzia de quadras para chegar ao meu trabalho, chego na rua, e o Instituto Médico Legal – IML está recolhendo o corpo de um indigente há poucos metros da entrada do trabalho.

Meu dia começa com um ônibus que atrasa, com um cobrador que reclama, com uma pessoa que não teve assistência pública necessária para sua sobrevivência, e com a cara de meus colegas me olhando atravessado porque cheguei atrasado e os deixei esperando por mais de meia hora na porta do escritório.

Será que tenho o direito a Serviços Publico dignos e compatíveis com minhas contribuições financeiras para com o estado, a chegar no horário no trabalho sem ter que me estressar com atrasos de ônibus e a falta de educação dos prestadores de serviços públicos, e será que tenho direito a alguma coisa, ou só tenho obrigações enquanto cidadão.

OBS.: ANDO DE ÔNIBUS SIM E DAI!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

COINCIDENCIAS 001

Minha vida é toda feita de coincidências. Muitas, muitas e muitas.
Ontem por exemplo eu fui entregar o fogão que o Presidente do Rotary da Rodoviária de Porto Alegre, doou para uma uma moradora do Morro Santa Tereza onde sou Presidente de uma ONG que faz atendimento ao pessoal da região.
Eu havia solicitado a um amigo que me ajudasse com sua camionete, porem nestas épocas de final de ano, tudo é muito corrido, e acabamos nos desencontrando todas as vezes que marcamos.
Ontem (29/12/2009) eu estava entregando o carro da ADESC BRASIL (associação que faço consultoria) para o nosso representante em licitações, e o convidei para irmos atá a empresa do presidente do Rotary para buscar o fogão, chegando lá fizemos um network enquanto esperavamos novamente meu amigo com a camionete, e novamente ele ficou preso no transito, dai resolvemos pegar o proprio fiat da empresa, baixar o banco e levar o fogão para a senhora que ja o esperava ha alguns dias.
Eu so tinha como referencia a rua e o nome da senhora e da rua, e no caminho, enquanto o nosso representante dirigia, ele disse que sabia onde ficava, mesmo não tendo nada a ver com a história, até estranhei, mas fiquei calado.
Ao chegarmos na tal rua, perguntamos pelo nome da senhora e os moradores indicaram onde era, dai o representante disse: este é o prédio que meu irmão mora. Nossa! Quanta coincidência. Ao chegarmos na porta do prédio, o sobrinho dele sai com mais um rapaz e nos pergunta surpreso o que estavamos fazendo ali, respondemos e ele disse que o menino que estava saindo era filho da senhora que procurávamos, ou seja, mais uma coincidencia. (CONTINUA DEPOIS...)


Remédio

Leia a bula antes de achar que o remédio que você escolheu é a cura para todos teus males

domingo, 27 de dezembro de 2009