sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Rolezinhos em Porto Alegre nos anos 70

Fizemos muito "rolezinho" quando meninos. Matávamos a aula e íamos passear no Centro Comercial (agora chamado shopping), ficávamos por lá para matar tempo e as vezes fazíamos correrias pelos corredores. Eramos brancos, pretos, índios, pobres, muito pobres, e queríamos estar ali por ter ar-condicionado e alimentar nossos sonhos de consumo, tais como admirar aquele tênis de marca na vitrine enquanto usávamos conga e kichute; aquela roupa de grife enquanto usávamos o uniforme que eram abrigos e camisetas surrados; aqueles brinquedos que nossos pais jamais poderiam nos dar. Fomos corridos pelos seguranças várias vezes mas sempre voltávamos, estávamos ali vivenciando os primeiros templos coletivos de consumo para nos sentir bem, sonhar e confraternizar entre boas risadas. Eram outros tempos, onde não existiam redes sociais e tanta gente neste mundo. As comunidades eram pequenas e a maior parte da cidade era tomada pela classe média, ao contrario de hoje onde existem inúmeros muito ricos e milhares de muito pobres, ou seja, a sociedade de hoje é o resultado da má gestão humana de nossos governantes, que preocupam-se mais com dinheiro para sí e para os seus do que para o social. A humanidade se procria exponencialmente, inversamente proporcional ao que se planta, ao que se constrói de casas, hospitais, escolas, praças e parques, inversamente as oportunidades de trabalho e condições de dignidade. A infestação humana chega a números tão alarmantes, que o consumo de produtos de origem animal, vegetal e mineral, produzem devastação e milhões de toneladas de lixo, ainda nossos governos incentivam a natalidade pois precisa que nasçam jovens e que esses tornem-se produtivos para suprir a previdência dos mais velhos, enfim, são outros tempos em que massas gigantes de jovens que fazem seus rolezinhos nos shoppings são o resultado da total falta de controle humano provocada pela indiferença social e pela incansável propaganda capitalista que provoca o desejo do consumo em todas as classes sociais.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O lixo de Porto Alegre

Há muito tempo tenho postado e comentado assuntos sobre o lixo de Porto Alegre, principalmente no que tange aos lixões criados pela população em todas esquinas da cidade, principalmente no meu bairro. Ontem (12/12/2013) vi um comentário comunicando que a Prefeitura encaminhou o Projeto de lei complementar do executivo - PLCE 12/2013 para apreciação da Câmara de Vereadores e para minha surpresa achei o mesmo muito redundante.

O princípio básico do lixo parte desde o simples jogar de uma bituca de cigarro no chão, o qual não encontrei em momento algum do texto, referencia ao uso de cinzeiros em locais de grande concentração de pessoas como no caso de áreas de fumantes em shopping´s, bares e restaurantes e empresas, pois a grande maioria joga a bituca em qualquer canto, principalmente nos canteiros destes estabelecimentos comerciais, gerando um mal hábito nestas pessoas, de que qualquer lugar serve para desovar o bendito resíduo deste famigerado produto toxico, principalmente em praças e lagos da cidade. Ou seja, não foi colocado no Projeto de Lei a obrigatoriedade da colocação de pequenas lixeiras ao redor destes locais, e se esta ideia parece esdruxula, como podemos pensar no futuro do lixo da cidade se não nos preocuparmos com os pequenos detalhes.

Neste sentido me ative em ler todo Projeto e também constatei que em momento algum fora citado a atividade do catador, este que torna-se cada vez mais uma questão social que amplia o problema do lixo na cidade, pois são estes que rasgam os sacos de lixo deixando que se espalhem todo tipo de imundícia pelas calçadas. Este indivíduo deveria ser a prioridade no sentido da educação e incentivo para o recolhimento adequado, quicá tornando-os agentes de transformação social no que tange a educação sobre o descarte correto dos resíduos sólidos, mas não, o Projeto prevê que o lixo seja propriedade do Governo e não das pessoas, o que dificultará novamente a regularização desta situação que não para de crescer.

Outra coisa que senti falta, foi das palavras edifício e condomínio, pois estes são geradores de grande quantidade de resíduos. O Projeto de Lei incentiva que os lixo seja deixado no cordão da calçada para posterior recolhimento, ora, os prédios fazem uma montanha de sacos na frente, vem o catador, rasga todos os sacos, vem a chuva, o vento, espalham tudo pra tudo que é lado. Deveria ser criado um artigo especifico para este tipo de usuário, criando a obrigatoriedade do uso de recipientes específicos para cada tipo de lixo, sendo que os mesmos devem ser levados a frente somente nas horas de recolher, ahhh, o condomínio não tem empregados para fazer isso todos os dias, ahhh, o condomínio não tem um lugar para armazenar o lixo para ser dispensado somente num dia, ora, ora, então eles tem que criar isso, prever em seu regimento interno a organização do descarte, para que não fique ao leo tal situação.

Agora ver os adendos sobre oferendas religiosas derivadas da "morte" de animais por igrejas de origem africana, e sobre impressos das igrejas evangélicas, terem descontos nas multas e não serem tratados como lixo comum É UM ABSURDO, afinal o estado não é laico, os animais não tem vida, jornal de igreja não é papel? Fala sério, estes itens são cômicos e ridículos. No mínimo tinham que ser criados locais para cultos religiosos e despojo destas dejetos.

Enfim, acredito que este projeto tenha que passar por algum crivo popular para análise, pois ele está muito vago, com muitos assuntos a serem acrescidos e diminuídos, pois a cidade que se prepara para receber a copa do mundo de futebol tem que pensar muito mais adiante, e esperamos que os(as) vereadores desta cidade tenham no mínimo coerência para apreciação deste item importantíssimo para a cidade.



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Mais dia, menos dia, a casa cai

Porto Alegre, uma das sedes da copa do mundo FIFA 2014, está investindo em corredores de ônibus que não ficarão prontos, viadutos e trincheiras que não ficarão prontos, fez um duto forçado que ruiu, fez um mega projeto de despoluição do estuário do Guaíba e a sujeira continua a mesma, falando em sujeira existem dezenas de lixões por tudo que é esquina do Morro Santa Tereza, os miseráveis se proliferam pelas ruas da cidade, ainda mais com tanta droga circulando por todos os lados. A violência cresce vertiginosamente, o Dique da Vila Asa Branca ruiu ao menos duas vezes em 2013 deixando centenas de famílias debaixo d´água, enfim, está cidade tá um caos, mas o que me assusta é a tragédia anunciada pelas ruínas do prédio localizado na esquina da Rua Riachuelo com a Marechal Floriano. Nem vou comentar muito, pois poderão conferir com seus próprios olhos, mas o tapume que foi criado para impedir que as paredes caiam sob as pessoas, ruiu com o tempo e está tão prestes a cair quanto as próprias paredes das ruínas. Isso vai dar merda, podem escrever.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ANTES. DORES.

prefiro manifestANTES do que apoiaDORES, pois um grupo faz ANTES e outro ama as DORES que vem depois

Vento

Sabe aquele vento que soprou
refrescou mas passou

nem ai

Estava aqui
até pensei em te procurar
mas como
se nem tu
nem eu
estávamos nem ai

Adilson Di