Sonhei que você iria ao meu castelo buscar-me
Preparei a mesa e a cama
Coloquei seu retrato na parede
E cheirei o lenço que você havia me dado
Esperei por muito tempo
As velas apagaram-se
E você não apareceu
Sabia que você estava ali
Mas não conseguia sentir a sua presença
Foram momentos desesperadores
Horas de profunda solidão
Que somente cessaram
No momento em que percebi
Que você jamais estivera ali
Adilson Di
Este blog é o espaço onde um visionário compartilha suas elucubrações. Sou formado em marketing, com especialização em coaching, gestão pública e ativo nas causas sociais e ambientais. Acredito que o conhecimento e as ideias podem transformar o mundo, e estou aqui para dividir com você reflexões, experiências e ideais que buscam inspirar mudanças positivas.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Carta ao Destino

Uma cidade, um dia, um mês, um ano qualquer.
Prezado senhor Destino.
Antes de qualquer coisa, quero agradecer por sua disponibilidade em ler esta humilde cartinha. Serei redundante em agradecer novamente, só que desta vez, vai ser por tudo que o senhor proporcionou-me até hoje, desde este corpo saudável, minha mente capaz de armazenar as mais diversas informações, o magnetismo que atrai milhares de amigos e tudo mais que conquistei até hoje.
Amigo, se é que posso lhe chamar assim! Gostaria de consultá-lo a respeito da seguinte situação: quando minha vida está às mil maravilhas, com um bom emprego, cercado de gente importante, uma bela companheira ao meu lado, e uma folga no meu orçamento, porque tenho sempre amigos ao meu lado?
Nestas fases, posso fazer as brincadeiras mais esdrúxulas e ofensivas, que para eles não passam de graça. Posso estar cometendo as maiores atrocidades, que eles continuam fazendo comentários positivos a meu respeito. Espalham que são meus grandes amigos, ligam para outros falando de mim (mesmo que negativamente). Porém, quando minha vida sofre intempéries, devido a uma possível instabilidade profissional ou sentimental, ninguém mais me procura, e me deixam no ostracismo da introspecção, que em geral, acontece na clausura de meus pensamentos.
Será que estas pessoas se chegavam somente por interesse? Ou elas realmente gostavam de mim, e estão em algum lugar distante, rezando para que minha vida volte a ter o mesmo brilho de outrora?
Se esta segunda opção é a verdadeira, peço-lhe a gentileza de encaminhar ao Grande Criador o pedido de que ele abençoe as orações dos meus amigos, que tanto torcem por mim. Assim como as orações que vivo fazendo para eles, pedindo para que tornem-se pessoas melhores, afim de que seus descendentes tenham neles um exemplo do grande herói do passado.
Agradeço pela terceira vez consecutiva, por tudo que conquistei, desde os amigos verdadeiros, aos tropeços, pois sem eles eu não saberia que deveria pular da próxima vez.
Atenciosamente,
Alguém esquecido.
sábado, 22 de setembro de 2007
Adilson Di
A experiência que adquiri ao longo dos anos me proporciona muita felicidade, principalmente quando vejo aquelas mulheres, que quando jovens eram todas metidas e não ficavam com ninguem e hoje pegam qualquer coisa por ai.
Por falar em mulheres jovens, você que está nesta fase hoje, vai ficar igualzinha amanhã, então aproveita tua juventude, e não se faça tanto.
Por falar em mulheres jovens, você que está nesta fase hoje, vai ficar igualzinha amanhã, então aproveita tua juventude, e não se faça tanto.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
20 de setembro, data máxima dos Gaúchos

O Rio Grande do Sul comemora hoje os 172 anos da tomada de Porto Alegre, pelas tropas revolucionarias que tomaram o palácio, prendendo o governador e todos os membros do partido conservador, apoiado pelo Império Brasileiro. Esta ocasião desencadeou por todo estado a tomada das cidades, excluindo apenas algumas, como foi o caso de Rio Grande.
A revolta nasceu dentro das lojas maçônicas, e foi tomando corpo em reuniões secretas realizadas nas casas de estancieiros, industriais do charque, membros do partido liberal, e militares, que não se contentavam com as altas taxas cobradas pelo comércio do charque, e pelos desmandos do império. A revolta chegou ao extremo, quando o imperador nomeou um governador que fazia diversas acusações aos estancieiros gaúchos, desde traidores e separatistas.
Os revoltosos sofreram muitas baixas e controles externos, que aumentaram com a nomeação do General Lima e Silva, como presidente do Rio Grande do Sul, pelo império. Este foi o representante do império que conduziu o processo de paz, que culminou com o tratado de Ponche Verde em 1845.
No centenário da revolução, mais especificamente, no dia 5 de setembro de 1947, um jovem estudante do Colégio Julio de Castilhos, oriundo da cidade de Santana do Livramento, chamado de João Carlos D´Ávila Paixão Cortes, grande conhecedor das historias de sua cultura, e sapiente de várias tentativas de se criar uma organização para cultuar as tradições gaúchas, reuniu outros 7 colegas de escola num piquete, e foram pedir autorização para criarem um Panteon a fim de armazenar os restos mortais dos grandes revolucionários farroupilhas, que era o caso de seu conterrâneo David Canabarro. Este piquete fez um desfile pelas ruas da cidade, tendo uma parada triunfal na Praça da Alfândega, onde se juntaram aos Oito Magníficos como foram chamados. Dois outros membros ilustres apareceram na praça e apresentaram-se a Paixão Cortes, e neste momento fora formada a Santíssima Trindade do Tradicionalismo Gaúcho, que eram Barbosa Lessa e Glaucus Saraiva.
Alguns dias depois, no dia 08 de setembro, estes jovens idealistas, colheram no momento da extinção da Chama da Pátria, uma centelha que fora levada ao Candeeiro Crioulo na Escola Julio de Castilhos, fundando ali a primeira Ronda Crioula. A partir desta Ronda, aconteceram durante o ano letivo na escola, várias reuniões, ao qual saiu a idéia de formarem uma liga de defesa das tradições gaúchas.
O período letivo termina, e também termina a segunda grande guerra, com isso o Brasil é tomado por uma enxurrada de heróis norte-americanos, causando nos jovens gaúchos uma grande preocupação pela perda das rédeas da cultura pelos demais jovens do estado.
No inicio do outro ano letivo na escola, o grupo já havia crescido, e a intenção era que fossem 35 membros, o número que coincidia com o ano de início da revolução, e assim resolveram constituir os fundamentos do Movimento Tradicionalista, fundando o CTG 35.
Já se passaram 59 anos e o Movimento não para de crescer. Nosso povo toma chimarrão, come churrasco, canta nosso hino e canções nativas por todos os cantos do mundo, já aqui no sul e na capital, o desfile e o acampamento farroupilha acompanham este crescimento, e no dia de hoje, mesmo abaixo de uma chuva torrencial, milhares de gaúchos vestido a caráter, vieram fazer homenagem aos grandes revolucionários e aos fundadores do Movimento.
Acredito que esta chuva simbolize as lágrimas das mães e das famílias dos homens que lutaram pela independência do Rio Grande do Sul, ao qual tanto enobrecem a condição que temos ao nascer nesta terra, pois somos homens livres, sem distinção de cor, credo ou classe social, e podemos ter orgulho de ser chamados de Gaúchos.
Adilson Di
"Sou o perdão em pessoa, não guardo mágoas de ninguem, mas jamais terás novamente a minha disponibilidade."
domingo, 16 de setembro de 2007
Adilson Di
Tem gente que não vê a diferença entre uma free-way sem trânsito, e a praça Castro Alves em pleno carnaval de Salvador.
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