quinta-feira, 7 de agosto de 2008

volta por cima

o amor é como areia na ampulheta, escorrer por entre os dedos e só volta se dermos a volta por cima.

sábado, 31 de maio de 2008

Saboreando beijos

Com letras inspiradas em suas curvas
O cardápio traz o rol dos meus desejos
e sob a mesa ornada com a luz de seu olhar
rogo a Aquário que sirva nosso jantar

Como entrada, folhas de beijos frios
Como prato principal, lascas de beijos quentes
Como acompanhamento, taças de sangue latente
Como sobremesa, milhares de beijos doces
e como complemento, copos e copos de beijos molhados

Ainda na madrugada
a lua invade o ambiente
e com seus raios luminosos
desenha sua silhueta na janela
cena deliciosa que requenta meus desejos
e como animal feroz, sacio minha fome
saboreando seus beijos até não poder mais

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Charles Chaplin

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

("O Último discurso", do filme O Grande Ditador)

domingo, 11 de novembro de 2007

Você

mesmo que...
...todas as palavras tenham sido escritas
...todos os elogios tenham sido feitos
...tenhas desejado todos os príncipes encantados
te desejo
...com qualquer roupa
...com qualquer sorriso
...com toda minha libido
sonho contigo
...todas as noites
...em todos lugares
...de qualquer maneira
fecho e abro os olhos
ali está você
é só você
você

sábado, 20 de outubro de 2007

Surgimento

Na solidão intensa
em goles de cerveja inconsolados
eis que surge a luz cintilante
que comparada com as estrelas
em noites de insônia
brilha com mais fulgor
Quando rubra
dá inveja a mais formosa das rosas
Meiga e doce, tal qual mel
és tu meu bote salva-vidas
que me elevará da terra aos céus

Adilson Di

Telefonema

Sinto-me só
Sei que estás aí
em algum lugar
esperando
o discar
do telefone
sem linha
Na ânsia
de um breve olá

Adilson Di

Mi

Em "mi maior" sonho
cantava "mi longas" datas
as asas que ganhei
em todas as distâncias eu rei
De pólo a pólo
num passo cheguei
Matas, terras e mar
do alto enxerguei
Os retratos dos tempos tirei
com as linhas dos trópicos pulei
corda, altura, distância alcancei
No raiar do sol, acordei
um susto tomei
haviam asas e não as mãos
com que um dia
teu rosto toquei

Adilson Di