quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O cara barbudo

 
fonte: alinepacheco.wordpress.com
Uma vez fui num barzinho chamado Elo Perdido, na época lugar underground. A minha frente sentou-se um sujeito jovem, de longa barba, o qual passou a noite a me fitar. Como qualquer homem normal, fiquei extremamente constrangido. Estávamos entre amigos, e a cena nada agradável foi constante. Inicialmente decidimos ignorar. Passando a noite, passando os copos, passando as garrafas, o sangue subia na mesma proporção que digeríamos os líquidos embriagantes, lá pelas tantas, incontido, o ar de ira já soprava de minhas ventas, como fera pronta para atacar o inimigo, de súbito, o sujeito indaga a si mesmo: "Porque ele faz a barba?".
Nossa! Foi um banho de água fria, pois constatamos que o sujeito não batia muito bem, considerando-se um novo pensador, talvez ele fosse um jovem acadêmico de cursos ligados a filosofia, mas com certeza não estava fazendo parte de nosso mundo naquele momento.

Resmunguei por ele estar me constrangendo, mesmo assim o cara continuou a lucubrar sobre minha aparência, foi quando resolvi entrar na onda dele, e em reciprocidade questionei seu aspecto nada convencional, quando o mesmo responde que ele vivia sem ligações a coisas materiais.

Na época contra argumentamos a exaustão, e não chegamos a conclusão alguma, nem mesmo vimos o sujeito novamente, mas nossa posição era de jovens modernos, que só pensavam em aproveitar a vida, rodeado de mulheres, bebidas, roupas de grife e mais uma série de coisas que achávamos importante.

Hoje, caminhando pelas ruas, com este clima chuvoso, estava reparando como de praxe nas atitudes alheias, alias, este é um de meus principais hobbys. Analisar as ações e reações das pessoas caminhando ao léu constrói meus dias e alenta meus pensamentos. Quando percebi que estava sendo crítico em muitos aspectos, de pronto lembrei-me do tal individuo de anos atrás.

No eterno questionamento sobre a vida, sobre atitudes, de onde viemos pra onde vamos, e principalmente o que estamos fazendo aqui, comecei a perceber que estou virando aos poucos um barbudo metido a pensador.

sábado, 5 de setembro de 2009

Do: "O amor não tira férias" (The Holiday)

Graham: Os relacionamentos a distância podem dar certo
Amanda: Até podem dar certo, mas eu não me dou bem nem os que ficam dentro da minha casa

Guerra dos sexos

Descubro a cada dia que a guerra dos sexos é travada sem sentido e sem proposito, acontecendo naturalmente sem planejar ou sequer achar que se esta na peleia.
No campo da luta, as palavras são as armas, e uma que para mim esta virando missil teleguiado, é ouvir: "De você eu gosto, diferente dos outros".
Para ser sincero, prefiro ser os outros, pois para os outros, as mulheres se entregam simplesmente por prazer, por paixão, desejo, química...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Propagas

Por que é que me propagas
Pelas ruas com prazer
Se todo mundo sabe
Que é despeito de você
Esta vida é um jogo
E cada um joga o que tem
Quem é que não gosta de carinho
Quem que é que não gosta de ninguém
Mas quem é que não gosta de carinho
Quem é que não gosta de ninguém

Pra você me censurar
Tem que censurar Adão
Preferiu viver com Eva
Não quis paraíso, não

E o mundo então seguiu
No mesmo diapasão
Todo homem hoje em dia
Tem alguém no coração

(Refrão)

Nos caminhos percorridos
Encontrei desilusões
Encontrei falsas mulheres
Maltratando corações

Nem assim eu desisti
Fui em frente, caminhei
Hoje até perdi a conta
Das mulheres que beijei

Propagas:
Autor: Jorge Lucas
Interprete: Roberto Ribeiro

Paixões encarnadas

Rosas, morangos, maças, sangues, vinhos, bochechas com vergonha, unhas de mulheres ousadas, cerejas, tomates, lingeries sedutoras, batons insinuantes, mercúrio, roupa do Papai Noel, chapeuzinho vermelho, coca-cola, tons de partes do corpo, e lógico, meu Internacional.